A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 27/08/2021

Em “Auto Da Barca Do Inferno” , Gil Vicente, pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso o século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, tendo em vista que se tornou algo banalizado e compulsório. Nesse sentido, o atual cenário é fruto de duas vertentes: a saúde relativizada em busca do corpo perfeito e as mídias sociais potencializando o consumo de beleza. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise do fatores que contribuem para esse quadro.

Em uma primeira análise,  ressalta-se que no Brasil há uma grande deficiência de informações, o que acaba por contribuir com a banalização das cirurgias plásticas. Sob esse viés, o filósofo Shopenhauer defende que os limites sobre o campo de visão determinam seu entendimento a respeito do mundo. Desse modo, faz-se necessário ampliar o campo de visão através de informações acerca dos riscos de procedimentos estéticos.Todavia, esse pauta não é debatida em escolas,  redes de televisões e nem nas mídias sociais, o que diminuí consideravelmente as chances de resolução. Logo, é notório que a desinformação contribuí para esse cenário de banalização.

Ademais, a padronização de beleza nas mídias sociais contribuem para esse quadro. Para Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. A poetisa ilustra sua tese fazendo alusão a uma borboleta que tenta ser mariposa por estar cercada delas. Fora da poesia, nota-se que a busca por procedimentos estéticos está relacionado ao ideal contruído em redes sociais. Diante dessa realidade, pessoas comuns não se encontra em meio a influencers com estética padronizada e buscam por atinger  artificialmente.Tal quadro banaliza procedimentos estéticos de alto risco, visto que a pessoas se sentem pressionada com seus corpos naturais.

Depreende-se, portanto a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é impresncindível que o Ministério Da Educação em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolva palestras para o público por meio das redes socias com entrevistas de pessoas que já foram vítimas de cirurgias que deram errado e com médicos especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais informações sobre o tema. Dessa maneira o comportamento vicioso do século XVI do livro  “Auto Da Barca Do Inferno”  não se aplicará mais no século XXI.