A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 30/08/2021
Consoante o filósofo Arthur Schopenhauer, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem. Analogamente, faz-se mister notar que, na sociedade contemporânea, há um sacrifício da saúde devido à banalização das cirurgias plásticas, principalmente entre o público juvenil e feminino. Desse modo, torna-se relevante debater que a normalização da temática surge em razão dos influenciadores nas redes sociais e a ausência de debate escolar acerca dos riscos de cirurgias com relevantes estética, no Brasil.
Sob tal ótica, é imprescindível pontuar a transformar dos influenciadores digitais no tangível à banalização das cirurgias plásticas. Acerca disso, a atriz Fernanda Concon opinou em seu Instagram que a internet ajuda a expandir o fenômeno da normatização das cirurgias plásticas e a criação da necessidade em pessoas de tais procedimentos em virtude da influência na rede —como a Lipo LAD feita pela influenciadora Virgínia Fonseca . Nesse viés, a opinião da atriz é corroborada pela teoria do ’’ Habitus ‘’, de Pierre Bourdieu, a qual defende o homem contemporâneo como incorporador de estruturas sociais impostas a sua realidade —como o feito de uma cirurgia por caráter estético— e, em seguida, naturaliza os padrões e os tornados adequados.
Atrelado ao cenário supracitado, tem-se a omissão de debate escolar sobre a prática lamentável da normalização de cirurgias plásticas com fito estético. Isso é perceptível ao notar que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não prevê aulas voltadas para questões relacionadas às questões juvenis, como os dilemas dos procedimentos plásticos e da autoaceitação. Dessa forma, influenciados por pessoas nas redes sociais, e em virtude da falta de explicação sobre os riscos e necessidades cirúrgicas, principalmente pelo público juvenil, há uma banalização de tais procedimentos na sociedade contemprânea.
Logo, é cabível aos influenciadores digitais não banalizarem procedimentos cirúrgicos por estética, mediante avisos nas redes sobre os motivos da realização de tal ato e sobre os riscos, pois isso alerta o público espectador a evitar sacrificar sua saúde a qualquer vantagem, conforme pensa Arthur Schopenhauer . Assim, tem-se o fito de amenizar o aumento de cirurgias com caráter de modificação e aparência por vaidade. Outrossim, o Ministério da Educação deve incluir nas propostas pedagógicas a destinação de aulas voltadas para o debate de questões como a normalização de cirurgias plásticas, por meio da BNCC, e, assim, os jovens crescerão atentos e tal temática torna-se-á menos praticada.