A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 31/08/2021
Com a consolidação da revolução tecnológica, no século XX, tornou-se possível o desenvolvimento de novas tecnologias, as quais permitiram ao homem desenvolver novos técnicas médicas, como as cirurgias plásticas. Entretanto, na atualidade, muitos desses processos físicos são realizados de forma exarcebada, e sem necessidade, pelos cidadãos brasileiros, visto que essas práticas se tornaram banais no país. Assim, são fatores que tornaram os procedimentos estéticos comuns no Brasil, tanto as redes sociais, quanto os esteriótipos corporais existentes no contexto nacional.
Em primeiro lugar, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han define que as redes sociais possuem a capacidade de influenciar o comportamento dos usuários, e também fazer com que muitos adotem certas tendências propagadas na web. Nesse sentido, uma dessas influências que é comumente encontrada nos meios digitais, é o culto a cirurgias plásticas, pois essas estão associadas a melhoria da aparência das pessoas dentro dos estereótipos sociais. Logo, as mídias sociais colaboram com a banalização das cirurgias plásticas, posto que incentivam os indivíduos a buscarem certos padrões corporais, por meio desses processos médicos.
Ademais, de acordo com o médico inglês Sigmund Freud, há na sociedade certas ideologias que influenciam a forma de agir e pensar dos cidadãos. Nessa perspectiva, uma dessas ideias presentes no contexto brasileiro são os padrões físicos, os quais incentivam os brasileiros a buscarem certas formas físicas, e que leva-os a realizarem diversos procedimentos estéticos. No entanto, muitos desses processos realizados são cirurgias plásticas, o que demonstra que tais esteriótipos corporais colaboram com a banalização das cirurgias plásticas, porque muitas dessas são feitas pelos sujeitos para se adequarem ao propagado socialmente.
Portanto, a fim de combater a banalização das cirurgias plásticas no Brasil, deve o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, criar publicidades em meio digital e analógico, que demonstre aos cidadãos que esses muitas vezes são influenciados pelas mídias a realizarem procedimentos estéticos. Além do mais, deve o Ministério da Educação, a partir de normas, implementar no ensino brasileiro a conscientização de que há diversas formas físicas, e que os sujeitos devem ser da forma que acham correto. Desse modo, os indivíduos entenderão a influência que sofrem das mídias, e buscarão ser da forma que acharem melhor, sem a necessidade de realizar processos cirúrgicos.