A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 09/11/2021

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, mais de 11 milhões de procedimentos foram feitos no mundo, sendo cerca de 1,5 milhões só no Brasil. Tal número é preocupante e evidencia a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Isso ocorre devido à influência das redes sociais e à falta de informação.

Primeiramente, deve-se considerar o papel das novas tecnologias como agravadoras do problema. Já que clínicas estéticas pagam influenciadores digitais para fazerem procedimentos invasivos e divulgarem, o que é extremamente preocupante devido ao conceito de favoritismo intragrupal da psicologia social, que explicara que as pessoas tendem a copiar os comportamentos dos influenciadores para se sentirem parte do grupo. Assim, pessoas são influenciadas a fazerem cirurgias plásticas por outras que são pagas por fazer tal banalização.

Outrossim, também deve considerar a falta de informação sobre o tema. Isso porque muitas pessoas são atraídas pelo resultado mas não se informam sobre os riscos dos procedimentos, como erros médicos, infecções e entre outros, o que culminou na morte da influenciadora Liliane Amorim e de outros pacientes ao redor do mundo. Logo, caso haja informações sobre os riscos, diminuirá a chance de alguém fazer um procedimento por impulso.

Portanto, fica claro que a banalização das cirurgias plásticas ocorre devido à influência das redes sociais e à falta de informação. Sob esse viés, é preciso que a Secretaria de Comunicação, por meio da televisão e da internet, crie a campanha “Cirurgia é Coisa Séria” que busca alertar a população sobre a relação monetária de clínicas estéticas e influenciadores digitais e sobre os riscos de tais procedimentos, para que a população se informe e se conscientize. Desse modo, as cirurgias plásticas não serão mais banalizadas.