A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 31/08/2021

O romance filosófico “Utopia”, do escritor inglês Thomas, retrata uma civilização perfeita e idealizada. De maneira análoga à isso, tal obra mostra-se fictícia na sociedade contemporânea, já que as cirurgias plásticas vêm sendo transformadas em algo banal, mesmo possuindo diversos riscos à saúde. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de conhecimento e o “padrão” de beleza impostos pela sociedade.

Em primeiro plano, podemos destacar a falta de conhecimento como um dos maiores fatores que causa a banalidade das cirurgias plásticas. Nessa perspectiva, em 2018 o Brasil fez mais de um milhão de cirurgias plásticas no ano. Isso mostra como as pessoas são influenciadas e enganadas pelos influenciadores na internet, já que eles só mostram o lado positivo e o lado mais fácil dos procedimentos, e não o lado realista, como as dores, os riscos e as complicações que podem ter ao longo do tempo.

Além disso, é notório que as “padrão” de beleza imposto pela sociedade causa vários problemas psicológicos. Como depressão, ansiedade e insegurança com o próprio corpo. Consoante a Isso, a modelo e influenciadora Liliane Amorim, de 26 anos, que morreu após perfurarem o intestino dela durante a cirurgia de lipo HD. Sendo assim, isso mostra o quão invasivo é a cirurgia e como as pessoas põe a vida em risco simplesmente por um corpo “padrão”.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a banalidade das plásticas. Por conseguinte, cabe aos médicos especialistas no assunto e aos influenciadores digitais, criar programas para orientar a população sobre os perigos da realização das cirurgias de maneira inconsequente e exagerada. Dessa forma, com os conhecimentos necessários sobre o procedimento, os cidadãos brasileiros não se deixaram levar pelos “padrões” de beleza. Somente assim, eliminará a banalização desses procedimentos.