A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 01/09/2021

No livro “O retrato de Dorian Grey”, de Oscar Wilde, a personagem Dorian Grey é obcecado por sua bela aparência, e faz de tudo para mantê-la. Fora da ficção, observa-se a predominância de um pensamento semelhante ao de Dorian. Em consequência da idealização estética, na contemporaneidade, há uma busca pela perfeição. Nesse contexto,  um padrão de beleza é criado. Assim, os procedimentos estéticos são tidos como meio para alcançá-lo.

Antes de mais nada, a concepção de belo é modificada com o passar do tempo. Por exemplo, na Idade Antiga, a harmonia entre as partes evidenciava o esbelto. Hoje, essa lógica foi abandonada, pois existe  uma busca contínua por um modelo perfeito, o qual desconsidera o equilíbrio.  Então, as pessoas submetem-se a diversas cirurgias plásticas, sem a preocupação com os riscos desses processos. Desse modo, a obsessão por um protótipo banaliza intervenções cirúrgicas na fisionomia.

Além disso, é importante destacar o papel da mídia nessa questão. Por motivo de essa primeira possuir influência no pensamento de uma sociedade, o conteúdo exposto induz à formação de um ideal. Contudo, somente um tipo de beleza é difundido pelos veículos de imprensa. Logo, conforme diz a terceira lei de Newton: “Toda ação corresponde a uma reação”, nesse cenário, a reação é a tentativa dos indivíduos em alcançar o padrão que lhes é mostrado.

Portanto, a construção de um protótipo  gera a banalização de cirurgias plásticas. Dessa forma, cabem aos meios midiáticos apresentarem diferentes modelos estéticos, através de publicidades e propagandas que exibam a diversidade. Isso deve ser feito a fim de incentivar a aceitação da aparência sem procedimentos cirúrgicos, uma vez que a mídia é influente no comportamento social.