A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 02/09/2021

A Grécia Antiga era uma civilização marcada pela supervalorização do físico humano. Paralelamente, na presente época, a busca pelo corpo perfeito tem tomado dimensões assombrosas em decorrência da mentalidade social retrograda, que reafirma o culto doentio a beleza, associada- na contemporaniedade- ao uso banal de meios cirúrgicos. Dessa forma, faz-se necessário discutir sobre a má influência midiática e a lógica capitalista.

Primeiramente, a interferência negativa das mídias é um desafio presente na problemática. A mídia dita ideais e padrões estéticos que muitas das vezes são inatingíveis para grande parte da população. Esta situação faz com que métodos cirúrgicos sejam divulgados, principalmente através das redes sociais por influencers, como uma maneira rápida e fácil de se obter tais resultados que, por sua vez, gera a banalização destes procedimentos e dos seus ricos. Como prova disso, há a grande demanda de pacientes que buscam intervenções plásticas. Segundo a Isaps foram realizados cerca de um milhão e meio de cirurgias estéticas no Brasil durante dezembro de 2018. Dessa maneira, torna-se eminente medidas que mitiguem o problema.

Ademais, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange à temática. O sistema capitalista que rege o Brasil atual é voltado para a gananciosa acumulação mometária. Isso contribui para que os procedimentos estéticos plásticos sejam altamente incentivados, visto que, a maioria deles são onerosos. Tal constatação, é abordada por Baunam quando afirma que os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Assim, cabe ações que invertam a lógica capitalista e priorizem o bem-estar humano.

Portanto, é indispensável agir sobre esta questão. Para isso, a mídia de massa deve promover campanhas que visem desenvolver a auto-aceitação aos diferentes tipos de corpos e belezas, por meio das redes sociais, a fim de reduzir o número de tratamentos estéticos desnecessários e óbitos relacionados a eles. Tal ação, ainda pode contar com a divulgada por influenciadores digitais em plataforma como o Youtube. Paralelamente, é urgente intervir sobre a supremacia de interesses financeiros do mercado. Desse modo, o Brasil pode romper com esse culto extremo ao corpo tão valorizado pela sociedade grega.