A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 02/09/2021

Na Grécia Antiga, acreditava-se que um corpo belo deveria possuir proporção, com isso as mulheres deveriam ter seus orgãos sexuais avantanjados para mostrar sinal de fertilidade. A estátua grega Vênus de Milo é um exemplo disso, pois é considerada o símbolo da beleza feminina clássica. No entanto, quando esse panorama torna-se hodierno, não é perceptível mudanças, ja que uma sociedade por meio da mídia projeta-se de modo ideal um padrão estético que em todos os sentidos ocasiona a uma não aceitação de seu corpo, dietas insanas e possíveis distúrbios alimentares. Dessa forma, convém analisar os impactos pela padronização estética e as buscas por medicamentos ilícitos.

Em primeiro plano, é indubitável notar que a padronização estética acerca dos estigmas corporais presentes na sociedade ecoa o ciclo caótico. Entretanto, o número de propagandas midiáticas para alcançar essa tal idealização é muito grande e acaba por influênciar muitas jovens por meios de posicionamentos imprecatados. Prova disso é a Fernanda Rodrigues, MC Atrevida, que morreu após realizar uma hidrolipo, a não ser a primeira a morrer após realizar procedimentos estéticos. Desse modo, nota-se a necessidade de fiscalizações para ajudar a intervir que alguns profissionais realizem cirurgias plásticas em locais inadequados.

Outro ponto que merece destaque, refere-se às constantes buscas por substâncias e processos que fazem “milagres” no aspecto físico. O corpo recebe agentes químicos que em busca de um emagrecimento termina por desenvolver quadros psicóticos, reações suicidas e depressão, por exemplo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu medicamentos derivados da anfetamina, como a lisdexanfetamina mais conhecido como Venvanse e pode ser comercializado nas dosagens de 30mg, 50mg e até 70mg. Embora seja conhecida os efeitos colaterais advindas da ingestão de inibidores de apetite, alguns oferecem para amigos e vendem para desconhecidos interessados na substância.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam concretizadas afim de atenuar esse quadro. Para isso, o Estado como agente soberano deve investir na criação de forças de seguranças especializadas em procedimentos estéticos nos locais hospitalares para que assim os riscos dessas práticas sejam reduzidos. E a sociedade por abranger as pessoas como um todo precisa promover estímulos reflexivos em relação ao corpo ideal da mídia para que a maioria dos cidadãos fiquem atentos ao perigo por essa busca alienada, já que o corpo humano tem suas variações e sua singularidade para cada indivíduo. Poder-se-á, assim, ocorrer uma melhoria significativa na sociedade contemporânea.