A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 02/09/2021

Em o “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o século XXI tem o mesmo sentido no que se refere as cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, visto que, infelizmente, foi transformado em algo compulsório e banal. Diante dessa perspectiva, se torna evidente como causas a falta de conhecimento e o padrão de beleza perante a sociedade atual.

Nesse cenário, é notório que há no Brasil uma evidente falta de informações sobre a questão das cirurgias plásticas, o que impilsiona a banalização. Sob esse mesmo viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Desse modo, para que um problema como a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea seja resolvido, se faz necessário fazer a ampliação do campo de visão a partir das informações. Entretanto, essa pauta não vem sendo debatida nas redes socias, nas escolas e muito menos nos canais de televisão, o que diminui bastante a chance de resolução, visto que a falta delas aumenta ainda mais a banalização dessas cirurgias plásticas.

Ademais, um procedimento de vulgarização dessas no mundo atual, provém da padronização de beleza nas mídias sociais. A questão do aumento procedimentos estéticos é fortemente impactada pela ideia do belo, que foi construída nas redes sociais. Diante dessa realidade, pessoas comuns não se encontram em meio a tantas blogueiras com sua estética padronizada e modificada pelas cirurgias plásticas e buscam o perfeito, que é criado artificialmente. Tal quadro banaliza os procedimentos de alto risco, visto que mais pessoas sentem pressionadas com seus corpos naturais, o que agrava essa situação abominável.

É mister, portanto, que medidas sejam cada vez mais efetivas para resolver essa desinformação. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolver palestras em escolas e as mesmas serem transmitidas nas redes sociais desses orgãos e também de entrevistas com pessoas que realizaram esses procedimentos e deram errado, com o objetivo de levar mais lucidez a todos. É possível também que haja a criação de uma “hashtag” para identificar a campanhar e fazer com ela ganhe mais vizibilidade, a fim de que haja a conscientização da população sobre o perigo da realização das cirurgias plásticas.