A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 08/09/2021
Desde os primórdios das primeiras civilizações que surgiram no mundo, as mulheres são sexualizadas e obrigadas a terem um padrão de corpo e, posteriormente, uma beleza. No Brasil contemporâneo, com o avanço da medicina, as cirurgias plásticas se tornaram um réfugio ,em grande maioria para as mulheres, para a obtenção de um corpo imposto pela sociedade. Nesse viés, com a pressão dos indivíduos para as mulheres terem um corpo perfeito, elas ficam sujeitas a diversos problemas, como baixa auto-estima e risco de complicações nas cirurgias.
Primeiramente, essas cirurgias plásticas, com o passar do tempo, estão ficando mais acessíveis economicamente para a população da classe média país. A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, em seu Art 5º diz que todos são iguais perante a lei, porém, na realidade, as mulheres que se submetem as cirurgias plásticas, como o aumento dos seios, lipoaspiração, rinosplastia, sentem-se diferentes do padrão estabelecido pela sociedade. Ademais, as redes sociais - Instagram, Facebook- influenciam as pessoas ficarem reféns dos famosos efeitos, haja vista que eles mudam as características físicas das pessoas, por exemplo, branqueamento nos dentes e afinação do rosto, e assim ajuda na criação de esteriótipos padronizados pela sociedade do país.
Posteriormente, com o desejo das mulheres em fazer tais procedimentos estéticos, o Brasil, tornou-se o país com o maior número de cirurgias plásticas no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. A influenciadora digital, Sthefany Matos, recentemente, submeteu-se a uma rinoplastia - afinação do nariz- porém, houve algumas complicações durante a recuperação, e ela precisou ser intubada devida a dificuldade de respirar. Dessa modo, toda as mulheres correm o risco de saúde em fazer esses procedimentos estéticos por pressão da sociedade, além disso o risco é maior quando as cirurgias é feita em clinícas clandestinas, que cobram mais baratos.
Portanto, medidas deverão ser esquematizadas, com o objetivo de mitigar os impactos da banalização das cirurgias plásticas no Brasil. O Ministério da Saúde deve em parceria com canais de transmissões nacionais -televisão, rádio- promover campanhas publicitárias com a temática da importância da aceitação dos corpos, e conscientizando sobre os riscos dessas cirurgias, para que as mulheres não se sujeitem a padrões dos corpos.