A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 06/09/2021

Em 2021, a mulher transgênero Jessica Alves, que antes da transição era conhecida como “Ken Humano”, decidiu fazer um procedimento de transplante de útero. Em teoria, esse procedimento possibilitaria a ela a chance de gerar um filho biológico. Porém, dentre as quase setenta cirurgias em que a celebridade já se submeteu, esta seria a mais invasiva e perigosa. De maneira análoga a isso, vê-se a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o perigo de se expor a tantos procedimentos desnecessários e a procura por clinicas clandestinas. Em primeiro plano, se faz possível destacar o quanto a banalização de procedimentos estéticos é danosa para a sociedade. Desse modo, nota-se que a cada cem mil lipoaspirações feitas no brasil, três resultam em morte, segundo um estudo da Unifesp. Um dado preocupante, mediante ao caráter não essencial desses procedimentos. Dessa forma, entende-se a necessidade de que cada paciente esteja ciente dos riscos de saúde que intervenções cirúrgicas possam acarretar e pondere sobre se colocar em risco para estar dentro de um padrão estético é mais importante do que preservar a saúde. Além disso, é notório que a procura por clinicas clandestinas também é um fator que influencia no número de complicações e mortes vinculadas a cirurgias plásticas. A sociedade no geral se baseia em padrões de beleza naturalmente inalcançáveis para todos, não só para aqueles que podem pagar altos preços. Sendo assim, pessoas com pouco poder aquisitivo recorrem a clinicas clandestinas – e não muito confiáveis - como foi o caso de Genita Ferreira da Silva, de 47 anos, que morreu depois de ter reação a aplicações de metacril em uma clínica clandestina do Rio de Janeiro. Consoante a isso, procedimentos clandestinos podem até ser mais baratos, é preciso, porém ter o dobro de cuidado nesses casos. Em conclusão, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a banalização das cirurgias plásticas na sociedade. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, promover palestras que desaconselhem cirurgias estéticas, por meio de campanhas nas redes sociais, a fim de que as pessoas recorram menos a cirurgias plásticas e principalmente, cirurgias em clinicas clandestinas. Somente assim, haverão menos casos de complicações e mortes como o de Genita e tantos outros semelhantes. lhantes.