A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 14/09/2021
No período da idade média, a alta nobreza era vista como um exemplo de beleza a ser seguido, com aparência e vestuário impecáveis. Hodiernamente, mesmo com todos os avanços sociais, o padrão estético se tornou ainda mais presente, diante disso, o aumento de cirurgias plásticas em jovens mostra a superficialidade na esfera global. Com efeito, a consolidação desse problema é um obstáculo para o desenvolvimento do país, em virtude da influência midiática e capitalismo exacerbado.
Sob essa ótica, é indubitável que a interferência tecnológica na contemporaneidade esteja entre as causas do problema. Com isso, a filosofia de Simone de Beauvoir deve ser usada, “Tais imposições sociais e o peso do conservadorismo pode matar as mulheres“. Nesse sentido, consoante ao pensamento da escritora, a internet se tornou um meio destrutivo, que negligência tudo o que não é considerado o padrão eleito pela população digital, por ser conveniente e anônimo, o que gera ataques e julgamentos em relação a estrutura corporal de um indivíduo. Nesse contexto, se o retrocesso empático continuar pelas próximas gerações, a porcentagem de jovens encorajadas a se submeter a procedimentos estéticos arriscados irá aumentar.
Sob esse viés, é de conhecimento geral que a taxa de cirurgias plásticas caminha junto ao capitalismo, o que é alarmante. Tal problemática fica evidente na poética de Emile Durkheim, “Um fato social molda o modo de agir dos indivíduos de um determinado grupo pela influência que ele tem sobre eles“. Nesse aspecto, observa-se que o comportamento auto-depreciativo da imagem é um hábito, pois a imposição de padrões é feita no dia-a-dia, ao ler uma revista, navegar na internet e etc…O que gera uma distorção corporal, sendo agravada para distúrbios alimentares e o aumento da demanda de procura por procedimentos cirúrgicos. Nesse âmbito, a OMS - Organização Mundial da Saúde, prevê que em alguns anos cerca de 10% dos jovens brasileiros irão desenvolver algum transtorno alimentar e psicológico, desta maneira, o capitalismo irá se beneficiar, criando produtos que ajudem a mascarar esses problemas.
Infere-se, portanto, que são essencias medidas operantes para inserção de padrões estéticos inatos. Sendo assim, cabe aos veículos de grande influência digital, como perfis de moda, saúde e bem-estar, retratar a realidade dos corpos humanos, sem “photoshop“ ou procedimentos, através de um movimento de campanhas com modelos de diferentes biotipos, etnias e realidades, afim de incentivar a aceitação mútua, minimizando qualquer tipo de esteriótipo e promovendo a satisfação social. Desse modo, será construída uma sociedade livre da criticidade midiática e preconceito desenfreado.