A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 13/09/2021
A boneca “Barbie”, lançada na década de 50, com cabelos louros, olhos azuis e magra fez muito sucesso entre as meninas, todas desejavam ser iguais à personagem. Nesse contexto, a sociedade contemporânea tem feito mais cirurgias plásticas, em busca do corpo perfeito para estar dentro do padrão de beleza, que é imposto pelas mídias sociais, sem se importar com os riscos.
Verifia-se, a princípio, que os procedimentos estéticos estão sendo banalizados. Dessa forma, há uma facilidade em acessar intervenções plásticas, já que fazer cirurgias para mudar características físicas virou moda. Segundo Rousseau, o indivíduo é reflexo do meio em que vive, e existe grande pressão estética vinda do ambiente virtual, das redes soiais e seus filtros, que modificam o rosto todo, formato e tamanho da boca, nariz e bochechas, cor dos olhos e cabelos, etc. Além de que influenciadores digitais também transmitem uma imagem falsa e superficial de seus corpos, visto que muitos têm medo dos julgamentos de seguidores e seus preconceitos.
Além disso, vale ressaltar que o Brasil é o país que mais faz cirurgias de cunho estético no mundo, e na maioria das vezes, são mulheres, tentando alcançar o corpo “ideal”. A popularização desses procedimentos fez com que os riscos ficassem de lado, esquecidos, e as chaces de dar errado são altas, sendo que muitos danos são irreversíveis e possuem malefícios a longo prazo, podendo ter complicações leves e até mais graves, levando a morte.
É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com a mídia divulgar os perigos e imprevistos de intervenções cirúrgicas, através dos meios de comunicação social e propagandas, para que as pessoas se conscientizem e devagar ir anulando os modelos estéticos, como a boneca “Barbie”, dado que cada corpo é diferente, cada um com suas particularidades.