A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 30/09/2021
É inegável a existência de um padrão estético na sociedade contemporânea, corpos magros, musculosos e rostos finos se tornaram o sonho de muitas pessoas. E estas, muitas vezes, realizam diversas cirurgias para se encaixar no padrão, banalizando esse procedimento. Nesse contexto, os riscos da cirurgia são negligenciados e a insatisfação corporal é crescente, ambos acarretam consequências danosas à sociedade.
Primeiramente, todo procedimento médico acarreta riscos, principalmente uma cirurgia. Desse modo, é esperado que haja receio ao realizar uma mudança corporal, porém a banalização das cirurgias plásticas provoca a romantização do pós operatório, isto pode ser observada em diversos relatos de “influencers”, que realizam procedimentos por “permuta” ou divulgação e mostram somente o resultado, ignorando a dor da recuperação e os perigos dessa transformação. Se somente é apresentado o lado bom e bonito para o público, muitos realizarão sem o conhecimento das contraindicações.
Ademais, a banalização acarreta insatisfação constante, já que, independente do número de procedimentos realizados, sempre sobrará algo para mudar. Embora a “influencer” Liliane Amorim já tivesse um corpo magro, ela realizou uma Lipoaspiração HD que resultou em diversas complicações. No Brasil, o padrão estético é difundido constantemente na mídia, gerando uma insatisfação geral sobre o próprio corpo, que resulta em 1700 cirurgias plásticas por dia, segundo a Folha. Esse número é alarmante, muitos voltam a realizar mais procedimentos invasivos; desenvolvem problemas como dismorfia corporal; apresentam complicações e até mesmo morrem por um padrão feito para ser impossível de atingir.
Portanto, a banalização das cirurgias plásticas na contemporaneidade deve ser combatida. Para isso, grandes empresas de mídias sociais (Instagram e TikTok, por exemplo) devem promover propagandas que mostrem a beleza de corpos reais em suas mídias, atráves de participações de todos os biotipos nessas campanhas comerciais, a fim de inibir a insatisfação com a própria beleza natural. Tal ação pode, ainda, informar sobre os riscos das cirurgias e procedimentos estéticos. Assim, a população será devidamente informada, aparências reais serão divulgadas na mídia e a cirurgia plástica deixará de ser banalizada.