A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 16/09/2021
Em meados do século XIV, com início na Itália, ocorreu o Renascimento, movimento marcado por um grande avanço cultural e, consequentemente, um cultismo à padronização da beleza, devido as representações artísticas. Nesse sentido, no Brasil, é perceptível que esta situação ainda é recorrente, visto que o índice de procedimentos estéticos, principalmente em jovens, vem crescendo gradativamente, tornando este um assunto de suma importância, seja pelo bem-estar social dos indivíduos, seja pelo surgimento de doenças emocionais.
Primeiramente, levando-se em consideração a ideia exposta por Naoto Khan, ex primeiro-ministro do Japão, em que para se resolver uma questão é necessário que se entenda sua essência, percebe-se que enquanto não houver a compreensão de que o culto à beleza é um problema concretizado na comunidade, afetando o bem-estar social, este fenômeno se manterá. Nesse sentido, é evidente que se as pessoas não entendemem esse assunto como grave, haverá um aumento gradativo do número de procedimentos estéticos no país, uma vez que há uma falsa ideia de corpo perfeito imposto pela sociedade, o que causa uma quebra na qualidade de vida do grupo afetado. Logo, fica claro que este é um tema que requer maior atenção.
Ademais, colocando-se em pauta a teoria do Fato Social, proposta por Durkheim, em que determinadas ações tornam-se tão comuns à sociedade que solidificam a sua cultura, entende-se que a problemática do culto exagerado ao corpo perfeito, devido aos padrões colocados pela mídia, tornou-se algo fundamentado na população. Isso ocorre porque, desde a antiguidade, é perceptível a presença de uma sistematização de modelos de beleza por parte de determinados grupos, uma vez que aqueles que não se encaixam em tais critérios são ligados a uma imagem negativa, devido a características biológicas distintas, ocasionando um aumento de transtornos relacionados a isto no país. Por fim, é importante que o governo tome as devidas providências sobre esse assunto.
Portanto, tendo em vista a problemática do culto à beleza no Brasil, é necessário que o Governo Federal, no papel do Ministério da Saúde, promova palestras educativas sobre a aceitação corporal, com a ajuda de profissionais que atuam diretamente neste setor, por meio da distribuição de panfletos, que tenham por intuito acabar com tal estereótipo, de forma que uma maior parte da população seja alcançada, para que esta questão não volte a ocorrer.