A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 20/09/2021

No filme norte-americano de 2010 “Cisne Negro”, a bailarina protagonista exibe uma exagerada cobrança sobre si mesma para alcançar seu objetivo e agradar o público. Fora do contexto cinematográfico, percebe-se essa pressão sobretudo estética na sociedade contemporânea, quando depara-se com a banalização das cirurgias plásticas. Nesse sentido, vale ressaltar a ação da mídia e a omissão do Estado como fatores significativos na problemática.

Primeiramente, destaca-se a idealização propagada pela mídia no que diz respeito à banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Isso porque, a mídia - maior instrumento de divulgação de ideias e informações - insere no imaginário da população a noção de que há um “corpo perfeito” principalmente pelas propagandas nas redes sociais. Nesse viés, boa parte da população feminina é influenciada a buscar por procedimentos estéticos com o intuito de atender a essa idealização. Entretanto, isso torna-se um grave problema visto que são inúmeros os riscos à saúde e até à vida na realização de tais cirurgias.

Ademais, enfatiza-se a negligência estatal quanto à banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Sobre isso, o filósofo Aristóteles no livro " Ética a Nicômaco" afirmava que a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. Contudo, não é o que acontece, uma vez que as autoridades são omissas no tocante à realização cada vez maior de procedimentos estéticos pela sociedade. Sendo notório os possíveis riscos, nota-se portanto, um alerta à saúde pública que deveria ser resguardada pelo regente da nação.

À vista disso, cabe ao Ministério da Saúde a regularização dos procedimentos estéticos no Brasil, a fim de diminuir a realização desenfreada por parte da população. Isso pode ser feito por meio do estabelecimento de regras e exigências para submissão a essas cirurgias, objetivando restringir ainda mais e diminuir os problemas de saúde e óbitos. Dessa forma, o Estado garantirá a plena felicidade dos seus cidadãos.