A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 19/09/2021

Beyoncé, na música Pretty Hurts, faz uma crítica aos padrões e a pressão estética exercida pela sociedade sobre, principalmente, as mulheres. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a banalização das cirurgias plásticas e procedimentos estéticos na sociedade contemporânea uma vez que, segundo a Sociedade Internacional da Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país com mais intervenções estéticas no mundo.

A princípio, a má influência midiática caracteriza-se como um complexo dificultador. Sob esse viés, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de consciência da população sobre os riscos que cercam os procedimentos estéticos, influenciam ainda mais a população a buscar por tais intervenções corporais, pois divulgam “corpos perfeitos” a todo momento nas redes sociais, mostrando os resultados pós procedimentos como, por exemplo, a lipoaspiração, sem informar junto os riscos desse tipo de cirurgia.

Além disso, outro ponto relevante nessa temática, é a impunidade. Segundo Cícero, orador e político romano, o maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade. Segundo essa lógica, é possível perceber que a ausência de impunidade por parte da justiça faz com que pessoas que não possuem nem mesmo formação adequada na área de saúde e estética continuem a fazer procedimentos estéticos em clientes leigos sobre os riscos de saúde que podem vir a ter.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados o quanto antes. Pra esse fim, é necessário que o Ministério de Justiça e o Ministério da Saúde, juntos, realizem duplamente medidas de punição e de atendimento às vítimas desses procedimentos errôneos. Ademais, especialistas no assunto como médicos e esteticistas, devem desenvolver ações que levem informações sobre os problemas de sáude que cirurgias e procedimentos mal sucedidos podem gerar. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio de vídeos que alertem e conscientizem a população sobre esses riscos. Esses vídeos devem contar com a colaboração de vítimas reais que sofreram as sequelas desses métodos estéticos. Só assim, o Brasil reverterá a questão.