A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 20/09/2021

A prática de intervenções cirúrgicas para fins estéticos tem se tornado extremamente comum no mundo atual e principalmente no Brasil que, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgias Plásticas, é o país onde tais procedimentos mais são realizados. Pode-se observar que uma das grandes motivações para tal ação é a pressão mental exercida pela sociedade, que dita uma estética completamente idealizada e inatingível, o que pode trazer consequências severas para saúde e até mesmo a morte por outras complicações. Portanto, convém discutir e analisar sobre a banalização das cirúrgias plásticas na sociedade contemporânea, bem como suas principais causas e consequências já citadas e apresentar uma possível medida.

Diante desse cenário, é possível definir como uma das principais motivações para o problema da banalização dos procedimentos estéticos na modernidade a pressão exercida pela sociedade para a obtenção do “corpo perfeito” e do “rosto fino e proporcional”, o que leva muitos indivíduos à obsessão e problemas com a autoestima. Em algumas das entrevistas dadas pela cantora Anitta, ela declara abertamente que realiza procedimentos cirúrgicos estéticos com muita frequência, “sempre que tem vontade”, como dito por ela, o que torna essa prática banalizada e ainda influencia outros a fazerem o mesmo. Isso, como analisado pela cantora, é resultado de críticas que ela sempre recebeu por seu corpo, nariz e etc, o que acabou levando-a à obsessão e vício nesse tipo de procedimento. Por isso, faz-se necessário uma conscientização coletiva a respeito dessa prática, principalmente por parte de pessoas famosas e influentes como Anitta, para impedir a normalização desses procedimentos.

Além disso, destaca-se como uma nociva consequência da banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea as mortes e outras complicações de saúde derivadas de procedimentos cirúrgicos estéticos. De acordo com uma reportagem do Fantástico, nos últimos anos os erros em procedimentos estéticos quase dobrou, o que afetou mais seriamente a vida de muitas pessoas, como foi mostrado pela entrevista com a nutricionista Ludmila Delfino, que teve suas narinas completamente fechadas após uma cirurgia estética, impedindo a respiração e trazendo transtorno à sua vida. Logo, torna-se inaceitável uma inércia social e governamental perante esses erros e a trivialização de cirurgias plásticas.

Destarte, compete ao governo, na figura do Ministério da Saúde, a execução de campanhas publicitárias e outras políticas públicas como palestras, que visem a conscientização da população sobre a banalização das cirurgias plásticas e seus riscos. Assim, por meio de parcerias público-privadas, deve criar cartazes, anúncios e propagandas que explicitem