A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 23/09/2021

O livro O Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente, o pai do teatro português, é uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil no século 21 demonstra as mesmas conotações no que se refere às cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, que, infelizmente foi transformado em algo banal e compulsório. Diante dessa perspectiva, torna-se evidente como as causas de falta de conhecimento e o padrão de beleza perante as redes sociais. Nesse cenário, no Brasil, uma evidente falta de informações sobre cirurgias plásticas, que impulsiona a banalização. O filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo da visão de uma pessoa determina o seu entendimento a respeito do mundo. Dessa maneira, para um problema como a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea seja resolvido, é necessário ampliar o campo de visão a partir das informações. Entretanto, essa pauta não vem sendo debatida nas escolas, nas redes sociais e nem nos canais de televisão, o que diminui consideravelmente a chance de resolução. Logo, é notória a importância das informações, visto que a falta delas aumenta a banalização das cirurgias plásticas.

Ademais, a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea provém da padronização da beleza nas redes sociais. A questão do aumento de procedimentos estéticos é fortemente impactada pela ideia do belo construído nas redes socias, diante dessa realidade, pessoas comuns não se encontram em meio a tantas blogueiras com sua estética padronizada e modificada pelas cirurgias plásticas e buscam o perfeito criado artificialmente.Tal quadro banaliza os procedimentos de alto risco, visto que mais pessoas se sentem pressionadas com seus corpos naturais, o que agrava essa situação abominável. Portanto, as medidas são necessárias para resolver a desinformação. Para isso ocorra, é preciso que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Conselho Federal de Psicologia no Brasil (CFP), desenvolva palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas de cirurgias mal feitas ou deram errado e médicos especialistas no assunto, com o objetio de trazer mais lucidez sobre o tema. É possivel, também, criar uma ‘‘hashtag’’ para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre o perigo das cirurgias plásticas. Dessa maneira, o comportamento vicioso do século XVI do livro Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente não se aplicará mais ao século XXI.