A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 22/09/2021

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, verifica-se que esse ideal consta na teoria e não desejavelmente na prática, seja pela influência da mídia e das redes sociais no comportamento da sociedade; seja pela popularização de procedimentos estéticos.

Em primeiro plano, é importante ressaltar como a influência da mídia e das redes sociais potencializam a banalização das cirurgias plásticas. Dessa forma, existe nas redes sociais a exposição constante de corpos considerados dentro do “padrão”, muitas vezes resultados de cirurgias e filtros. Assim, inúmeras pessoas buscam cirurgias estéticas apenas pela influência das redes sociais, sem considerar os riscos ou a necessidade. Nesse sentido, segundo o filósofo Theodor Adorno, a Indústria cultural, no caso as grandes mídias, impõem valores e modelos de comportando, sendo capaz de instigar desejos antes inexistentes.

Outrossim, destaca-se a popularização de procedimentos estéticos na sociedade contemporânea. Nesse cenário, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos. Diante do exposto, é notável como existe atualmente na sociedade uma “moda” em realizar tais procedimentos, de forma que cada vez mais banal, desconsiderando os risco que uma intervenção cirúrgica pode gerar.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Logo, os órgão de saúde juntamente com as instituições de ensino, como escolas e faculdades deve, por meio de parcerias público-privadas, investir em campanhas e projetos para alertar a população sobre os riscos das cirurgias plásticas, com debates, mesas redondas e palestras com especialistas da área. Assim, através da troca de experiências, a sociedade pode se tornar mais consciente e evitar manipulação pelas redes, visando assim reduzir a banalização dos procedimentos estéticos na atualidade.