A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 27/10/2021

Registros da grécia e egito antigo, demonstram que a existência de padrões de beleza não é novidade. Ao trazer para a contemporaneidade, é possível perceber que tais padrões se modificaram ao longo do tempo, e as novas tecnologias médicas suportam mudanças estéticas não naturais. Por isso, é válido entender a busca excessiva por procedimentos plásticos e as consequências disso.

Em primeira análise, é fundamental avaliar porque as cirurgias plásticas são cada vez mais comuns. Ao tomar como base as novas tecnologias da informação, sobretudo as redes sociais, é possível perceber que a ampla divulgação de corpos padronizados cria tendências difíceis de serem seguidas pela maior parte da população, que muitas vezes escolhe o caminho mais prático: a execução de cirurgias plásticas. Isso ocorre, já que ao visualizar muitas vezes os corpos e rostos “perfeitos”, o subconsciente cria uma necessidade de obtê-lo, porém, os meios naturais exigem além de esforço, uma genética condizente com o padrão, o que leva as pessoas à procedimentos estéticos variados. Prova disso, é o “Ken humano”, homem que procura ter a aparência de um boneco e realizou mais de 15 cirurgias plásticas para tal.

Em segunda análise, é importante analisar os perigos do excesso de intervenções no corpo.  Em um contexto geral, cirurgias são realizadas em casos extremos, para se tratar um problema físico ou de saúde. O que ocorre, na realidade, é que a banalização desses procedimentos em prol de uma mudança estética tem sérios riscos. Isso pois, ao se tratar de procedimentos geralmente invasivos, qualquer erro pode levar a sérias complicações que influenciam diretamente na vida do paciente. Um bom exemplo disso, é o cantor Michael Jackson que após diversas cirurgias no nariz, desenvolveu dificuldade de respiração, de acordo com o jornal nacional.

Tendo em vista a problemática da banalização de cirurgias plásticas, urge a necessidade de estabelecer medidas que façam a população entender e aceitar seus corpos. Para isso, é necessário que o MEC em parceria com as secretarias de educação de cada Estado, inclua nas escolas um momento semanal de aula em que se discuta e apresente os variados tipos de rostos e corpos e mostre, desde a infância, que cada um é belo de sua maneira. Tal projeto deverá ser executado pelas secretarias de educação, que terão por obrigação contratar professores e psicólogos capacitados para ministrar as aulas. Dessa forma, as pessoas evitarão cirurgias plásticas por terem consciência dos padrões e entender que não há necessidade de se tornar parte dele.