A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 24/09/2021
Na Primeira Guerra Mundial , 1914 a 1918, a cirurgia plástica surgiu para que as pessoas que tiveram seus corpos e rostos desconfigurados em decorrência da guerra, melhorassem sua aparência. Nesse sentindo, com a evolução desse tipo de cirurgia, juntamente com os meios de comunicação, milhares de pessoas realizam esses procedimentos de forma desenfreada atualmente, banalizando seu uso e causando um grave problema. Entre as causas desse impasse é a idealização de corpo perfeito que muitas pessoas têm e a facilidade que encontram em realizar as cirurgias nas redes sociais. Dessa forma, muitas consequências negativas ocorrem, como problemas de saúde e até mesmo a morte.
Primeiramente, cabe que ressaltar que muitas pessoas, principalmente as mulheres, estão na busca de ter um corpo perfeito que muitas sociedades impõem - como barriga murcha, cintura fina, coxa e nádegas saradas -. Entretanto, para obterem de modo rápido e fácil essa configuração corporal, muitas se submetem as cirurgias plásticas, apenas pela estética e não pela necessidade da saúde. Além disso, com o avanço dos meios de comunicação, esses procedimentos estéticos estão chegando de forma banalizada para as pessoas, uma vez que chegam para as pessoas como uma cirgurgia simples e apenas com os pontos positivos, sem retratar os impactos negativos que pode causar.
Segundamente, são ocasionados vários resultados que não foram bem sucedidos. Por conta esses procedimentos errôneos feitos com profissionais, muitas vezes, irreponsáveis e inexperientes, muitas pessoas acabam colocando em risco sua saúde e sua vida. Nessa perspectiva, uma ex-miss Bumbum Andressa Urach, ficou dias internada na UTI por conta de procedimentos estéticos que fez e deram errado - de acordo com o site R7 -. Somado a isso, muitas pessoas podem morrer por complicações ainda maiores, como ocorreu com a influencer digital de Fortaleza, Liliane Amorim, que faleceu após ter parte de um órgão seu perfurado no processo cirúrgico, segundo o jornal O Tempo. Dessa maneira, é evidente como essas intervenções podem fazer mal se feitas de maneira incorreta.
Depreende-se, portanto, medidas que visem reduzir o impasse da banalização das cirurgias plásticas. Em primeira análise, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - como órgão nacional responsável pelo controle dessa especialidade médica - deve burocratizar a realização desses procedimentos cirúrgicos, por meio da criação de normas que dificultem ou, até mesmo, impeçam que pessoas saudáveis e sem problemas de saúde realizem as intervenções apenas pela estética e busca pela idealização de corpo, para que possa evitar a realização dessas cirurgias de maneira indiscriminada. Ademais, que possam criar campanhas que regularize à sua amostra nas redes sociais. Logo, evitará a perpetuação do problema e esse procedimento será apenas na necessidade, como ocorreu na Primeira Guerra Mundial.