A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 27/09/2021
Desde o iluminismo, movimento intelectual e filosófico, entende-se que uma sociedade só prospera quando um se mobiliza com o problema do outro. Por outro lado, quando se observa a banaliação das cirurgias plásticas no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse utópico iluminista é certificado na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, a realização de cirurgias plásticas desnecessárias persistem, ora pelo incentivo dos influenciadores digitais, ora pela ausência de políticas públicas que promovam a autoaceitação. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas do problema.
Primeiramente, segundo Betinho, sociológo, “um país muda através da sua cultura”. Analogicamente, os influenciadores digitais estão mudando frequentemente os padrões de beleza, impondo a sociedade um formato de boca. barriga, seios, bumbum etc, ou seja, incentivando cidadãos, principalmente os mais jovens a idealizarem um corpo perfeito. Por consequência disso, muitos realizam procedimentos arriscados sem indicação médica colocando à vida em risco, realizado procedimentos em clínicas suspeitas e injetando produtos não autorizados no corpo, podendo levar o indivíduo à deformação ou até mesmo a morte. Logo, fica claro que as mídias sociais corrobora para o agravamento do problema.
Outrossim, a ausência de políticas públicas eficazes contribui para a constância do problema. Paralelo a isso, Hobbes, matemático, afirma que, “o estado é responsável por garantir o bem-estar da população”. Por outro lado, quando o assunto é padrão de beleza, não existem políticas públicas para a autoaceitação e o reconhecimento de belezas distintas. Consequentemente, muitas pessoas buscam mudanças e realizam procedimentos por todo o corpo, de modo que, mudam todos os traços fenótipicos, pois desejam o que é dito por influenciadores como algo perfeito. Como por exemplo o abdômen de LED, que está sendo bastante incentivado, pois sua conquista cirurgica é bem mais rápida que anos de academia.
Em suma, são necessárias medidas que promovam a redução de cirurgias plásticas não indicadas pelo médico. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, orgão responsável pela saúde do país, realizar uma campanha nacional sobre os procedimentos estéticos, pricipalmente os denecessários, para instruir todos da sociedade sobre a importância de estudar e pensar antes da realiação de qualquer mudança, disponibilizando cartilhas que abordem os procedimentos mais desejados e realizados pela sociedade, bem como, seus riscos e resultados malsucedidos, com o intuito de reduzir o número de procedimentos desnecessários, realizados em clínicas de todo o país. Ademais, cabe as influenciadoras digitais incentivar a autoaceitação, buscando influenciar sobre a beleza do ser diferente. Como resultado, teremos cidadãos mais conscientes e influenciadores mais preocupados com o bem-estar do outro.