A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 25/09/2021
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstração as conotações no que se refere às cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, visto que, infelizmente, foi transformado em algo banal e compulsório. Diante dessa perspectiva, torna-se evidente como causas a falta de conhecimento e o padrão de beleza perante redes sociais
Nesse cenário, ressalta-se que há, no Brasil, uma evidente falta de informações sobre cirurgias plásticas, que impulsiona a banalização. Sob esse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Desse modo, para que um problema como a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea seja resolvido, faz-se necessário ampliar o campo de visão a partir das informações. Entretanto, essa pauta não vem sendo debatida nas escolas, nas redes sociais e nem nos canais de televisão, o que diminui consideravelmente a chance de resolução.
Ademais, a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea provém da padronização da beleza nas mídias sociais. Para Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. A poetiza ilustra sua tese fazendo alusão à borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas. Fora da poesia, verifica-se que a questão do aumento de procedimentos estéticos é fortemente impactada pela ideia do belo construído nas redes sociais.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a desinformação. Para que isso ocorra, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolva palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais órgãos, por meio de destacado com esgotado de cirurgias mal feitas ou que deram errados e médicos especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar uma campanha e ganhar mais visibilidade, um fim de conscientizar a população sobre o perigo das cirurgias plásticas