A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 26/09/2021
Os procedimentos estéticos estão se tornando, com facilidade, algo banal dentro da sociedade. Mesmo tendo riscos irreversíveis, as cirurgias plásticas se transformaram em algo fundamental para alcançar o tão sonho “corpo perfeito”, e essa busca, pelo corpo ideal proposto pela sociedade, acaba escondendo o quão pode ser danoso tais métodos de beleza.
De acordo, com uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética que analizou 1,5 milhões de pacientes, cerca de 87,4% das mulheres realizariam cirurgias plásticas. Em primeiro lugar, é necessário entender o porquê do número de mulheres ser maior que o dos homens. As mulheres sofrem por uma pressão muito grande em relação a beleza e isso influencia quando elas decidem se querem ou não fazer um procedimento estético. Uma pesquisa realizada pelo SENAI em 2007, registrou as medidas de mais de 15 mil brasileiras entre 18 a 59 anos, e em média elas possuem 97,1 cm de busto, 85,4 de cintura e 102,1 cm de quadril.
Além desse, existem também padrões estéticos estrangeiros que na maioria das vezes são totalmente incompatível com o biotipo de muitas mulheres ao redor do mundo. Todos essses dados acabam se tornando dados de comparação entres as mulheres, e aquelas que não estão “nos padrões da beleza” acabam achando que precisam de um procedimento estético para se tornar mais bonita e feliz. Contudo, esta busca para se tornar mais linda acaba se tornando um caminho sem volta, pois ela pode trazer consequências avaçaladoras para o paciente que deseja fazer uma lipoaspiração, abdominoplastia ou aumento de mama, por exemplo.
Desse modo, é necessário dar um basta na banalização de cirurgias plásticas. Para isso acontecer, seria interessante, o Ministério da Saúde em parceria com os meios de comunicação, propor campanhas e reportagens que mostrem, para toda a população, os riscos irreversíveis que um procedimento estético pode causar no corpo humano.