A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 27/09/2021
No livro “Utopia”, de Thomas More, é exposto um ambiente no qual a consciência coletiva e a eficiência do estado são fundamentais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que a banalização das cirurgias plásticas apresenta um obstáculo para a sociedade contemporânea. Nesse sentido, em virtude do alto padrão de beleza imposto pela sociedade, como também a taxa de cirurgias clandestinas em lugares de risco, o problema é intensificado e agravado.
A princípio, é indubitável que o alto padrão de beleza na sociedade afeta diretamente na banalização da problemática. Desse modo, de acordo com a revista Toda Teen, 85% das mulheres se sentem dentro de um padrão de beleza inalcançável. Por consequência, o Brasil dispara em cirurgias plásticas, ficando entre os 4 países com mais procura de procedimentos estéticos, em sua maioria por mulheres, segundo o Uol notícias. Não apenas, nas redes sociais influenciadoras mostram seus corpos siliconados como se fossem naturais, acarretando ainda mais a comparação das mulheres em relação aos corpos não naturais.
Outrossim, é notório que redes sociais mostram inverdades sobre corpos reais, visto que segundo a pesquisa da clínica calange, a maior parte das mulheres que fazem cirurgias afirmam terem sido influenciadas pelo Instagram. Afinal, no ano de 2020 a influenciadora Liliana Amorim, fez a famigerada Lipo Lad e morreu pelas complicações, cirurgia plástica para mulheres magras para definirem o abdômen. Entretanto, a operação não é bem vista por muitos médicos por não terem conhecimentos de todos os impactos do laser no corpo.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário medidas que diminuam a banalização das cirurgias plásticas na sociedade. Por conseguinte, cabe ao governo, juntamente com empresas de redes sociais, criar leis que exijam dos usuários a verdade sobre o uso de modificações na foto com aplicativos de mudar a estética da pessoa, como também priorizar corpos reais na internet para que mulheres entendam que todos os corpos são bonitos. Não somente, influenciadoras que fazem cirurgias plásticas devem tomar cuidado ao expor na internet. Em síntese, criar uma consciência coletiva e contar com a eficiência do Estado como em “Utopia”, de Thomas More, a fim de diminuir a banalização das cirurgias plásticas.