A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 29/09/2021
A Constituição de 1988 garante inúmeros direitos aos cidadãos, como a igualdade. Entretanto, em grande parte das mulheres brasileiras esse direito não tem eficácia total, pois, buscam como alternativa para se sentirem iguais a quem pertence ao padrão de beleza, as cirurgias plásticas. Esse problema, cujas causas se relacionam, sobretudo, com a busca compulsiva das mulheres pelo padrão de beleza e a imprudência de “digital influencers” que motivam a realização de procedimentos estéticos, gera consequências graves para a população.
Em primeiro lugar, é importante destacar que para pertencer ao padrão de beleza, as mulheres estão dispostas a arriscar a vida. Segundo jornal G1, cerca de nove mulheres morreram em sete meses, por conta de complicações durante as cirurgias plásticas, sendo que, a maioria dos procedimentos estéticos não são necessários. Dessa forma, por conta da banalização das cirurgias plásticas, varias mulheres supõe que sejam procedimentos simples, no entanto, tem riscos consideráveis.
Além disso, as influenciadoras digitais são grandes responsáveis pela banalização de procedimentos estéticos. De acordo com o filósofo Karl Marx, “Só se transmite aquilo que a classe dominante deseja”. Dessa maneira, as influenciadoras digitais recomendam e indicam a realização de cirurgias plásticas como a melhor forma de pertencer ao padrão de beleza, que banaliza tais procedimentos. Assim, indubtavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para tornar as cirurgias plásticas mais raras.
Portanto, para diminuir a banalização das cirurgias plásticas no Brasil, o Estado, junto com o Ministério da Saúde, deve, por meio de verbas governamentais destinadas a saúde, criar um projeto que explique os riscos das cirurgias plásticas para a população. Esse projeto contará com a participação de médicos especialistas e, será apresentado nos horários comerciais das redes televisivas num formato didático, também contará com a ajuda de influenciadores digitais para a divulgação do projeto no meio digital. Somente assim, será possível diminuir a banalização das cirurgias plásticas e, a Constituição de 1988 ter maior eficácia no direito a igualdade.