A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 05/10/2021
A partir da Primeira Guerra Mundial, ocorreu a criação de práticas cirúrgicas para reparar danos físicos causados pelas armas desse ataque. Nesse viés, com a ascensão do Capitalismo, houve a intensa busca social pelo corpo idealizado; nesse parâmetro, a banalização das cirurgias plásticas é um desafio na cidadania atual. Diante disso, deve-se analisar a falta de debates nas escolas, na intenção de resguardar à saúde dos jovens perante essa sociedade de padronizações e a ausência de legislações específicas, a fim de punir os aplicativos que influenciam às intervenções plásticas.
Primeiramente, a falta de debates nas escolas, na intenção de resguardar à saúde dos jovens perante a busca pelo corpo culturalmente idealizado é uma problemática. Isso porque, o século XXI, é notado pelo uso constante das redes sociais, sobretudo, pelos indivíduos da faixa étaria de 15 a 25 anos, conforme o site G1. Nesse parâmetro, aplicativos, por exemplo, o Instagram, criou uma ferramenta que permite o usuário modelar suas características faciais como: afinar o nariz, aumentar os lábios e diminuir a massa corporal, visto que essa nova função influencia na busca indiscriminada das cirúrgias plásticas. Em consonância com o filósofo Habermas, qualquer desafio é solucionável com base do diálogo, por isso, os colégios devem elaborar palestras que valorizam a estética natual de cada pessoa, além disso, é importante orientar a grande possibilidade de mortes por causa desses procedimentos cirúrgicos.
Em segundo lugar, a ausência de legislações específicas, a fim de punir os aplicativos que influenciam às intervenções plásticas também é um problema no país. Isso decorre do estilo de vida que muitas influenciadores digitais idealizam como próximas da perfeição. Outrossim, nota-se, que, geralmente, pessoas famosas das redes sociais, enaltecem o corpo sem excesso de gorduras com a intermediação da banalização das cirurgias para fins estéticos. Nesse aspecto, o Brasil está no ranking de maior realizações de intervenções plásticas, de acordo com o site G1. Portanto, é crucial que o Congresso Nacional, elabore leis que proibe os efeitos em fotos e vídeos que alteram a estética humana ou qualquer ação práticada, principalmente, por pessoas famosas que comercializam essas cirurgias.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse impasse. Portanto, as escolas devem incluir no currículo escolar, debates sobre as consequências da banalização das cirurgias plásticas, como a morte, por meio de convidados que quase perderam a vida após procedimentos estéticos, a fim de desconstruir essa busca constante do corpo perfeito. Essa ação terá maior resultado, com a criação de leis que punem a propaganda dessas cirurgias.