A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 06/10/2021

A obra pré-modernista “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superando alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, ao observar " A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea", percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que à falta de informações coaduna-se no agravamento desse entrave.

Em primeiro lugar, no Brasil, uma evidente falta de informações sobre cirurgias plásticas, que impulsiona a banalização. Sob esse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Desse modo, para que um problema como a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea seja resolvido, faz-se necessário ampliar o campo de visão a partir das informações. Entretanto, essa pauta não vem sendo debatida nas escolas, nas redes sociais e nem nos canais de televisão, o que diminui consideravelmente a chance de resolução. Logo, é notóriao a importância das informações, visto que a falta delas aumenta a banalização das cirurgias plásticas.

Ademais, a baixa autoestima consequente pela “carência” de procedimentos estéticos é mais um efeito da banalização dos mesmos. Posto isso, a inclusão de filtros que modificam a face das pessoas, em redes sociais como o Instagram, é só mais um exemplo que temos do quanto tornou-se banal a busca por um padrão de beleza. Logo, não são todos os brasileiros que possuem condições financeiras de arcar com as despesas da realização de uma cirurgia plástica, ademais, muitos desses têm acesso aos filtros do Instagram e passam a ter desaceitação da sua aparência verdadeira. Portanto, é inadmissível que permaneçam esses efeitos nas redes sociais, sabendo que estes podem ser os responsáveis pela baixa autoestima de parte da população.

Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com os gestores das redes sociais, promover a exclusão de publicações que têm como finalidade influenciar as pessoas à prática de procedimentos estéticos, assim como, deletar das redes efeitos que possuem a função de aperfeiçoar a face dos indivíduos, tudo isso com o propósito de desfazer o mito que está imposto na sociedade, do quão comum é a prática de cirurgias. Assim, será possível retirar a ideia que a sociedade contemporânea brasileira possui um “padrão de beleza”.