A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 25/10/2021
Atualmente o Brasil é o país recordista em cirurgias plásticas feitas, segundo dados retirados do G1, com mais 1 milhão de procedimentos por ano. Um estudo feito pela universidade de São Paulo (USP), mostra que recentemente, houve um aumento d 140% de procedimentos estéticos em jovens entre 13 e 18 anos, a maioria dos pacientes sendo meninas e mulheres que cresceram com uma ideia de padrão de beleza, pensamento que é enraizado pelas redes sociais e a mídia.
Pode se observar isso com o fenômeno das Kardashians, que acabaram por criar novos ‘regras’ de beleza, exemplo sendo o ‘hip dip’ , que é o mergulho do quadril entre a coxa e o bumbum, que é nada mais que uma parte normal da anatomia humana e estrutura óssea, passou a ser algo demonizado, antes nunca um problema e até mesmo considerado atrativo, rapidamente se tornou o objetivo se livrar dele, e motivo de insegurança, mesmo que essa nunca tenha sido a intenção, essa mudança na própria anatomia humana foi considerada mais atraente pela mídia e influenciadores e rapidamente a ideia passou a ser espalhada como um incêndio descontrolado.
Convém lembrar que, segundo site Agência Brasil, mais de 70% dos usuários online são crianças e jovens, entre 8 e 17 anos, que estão numa fase de desenvolvimento tanto físico quanto mental, cheios de inseguranças, sendo mais facilmente influenciado, e na verdade o alvo ideal, outro exemplo sobre o preocupante nível que influenciadores online tem sobre jovens na vida real é uma ‘trend’ que explodiu no tiktok entre agosto e setembro, que se baseava em um antes e depois de cirurgias plásticas, como a redução do nariz, preenchimento labial, silicone e outros, apesar de algumas pessoas simplesmente fazendo certos procedimentos por nenhum outro motivo outro que gosto pessoal, a ideia que já estava ali plantada só se propagou mais e mais, o corpo natural não é bonito ou desejado.
Como visto anteriormente a questão em mão é muito complicada para que haja uma solução conclusiva, para que esse problema sequer comece a ser resolvido é preciso que a raiz da questão seja cortada, desde normalizar conversas sobre a imagem do corpo entre jovens, dentro de casa e nas escolas, a ensinar a diferença entre a realidade e o que é visto nas redes sociais, influenciar e incentivar movimentos sobre positividade ligada ao próprio corpo, essa uma missão social, para garantir não só a saúde física, mas mental da atual geração, citando um ator brasileiro, Diego Vinicius “O corpo bonito é aquele que cabe uma alma cheia de luz dentro dele.”