A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 09/10/2021

Segudo Ivo Pintanguy, cirurgião plástico, “A moda passa, mas as cicatrizes ficam.”. Tendo por base tal pensamento, é notório que as cirurgias plásticas trazem consequências não só por um momento, mas sim para a vida toda. Análogo a essa problemática, é a realidade na sociedade brasileira, visto que, são nítidas as inúmeras cirurgias estéticas ocorridas de forma banalizada. Dentre as causas e as consequências para tal problema, destacam-se, respectivamente,  a ausência da aceitação própria e os danos estéticos causados.

Nesse sentido, vale ressaltar que a ausência da aceitação própria corrobora a problemática. Desse modo, traz-se a música “Sra. Cabeça de batata’’, da cantora Melanie Martinez, que possui uma forte crítica aos padrões estéticos impostos pela sociedade atual. Um trecho fala” Você sempre pode chamar um profissional, furam alfinetes em você como se fosse um vegetal […] Será que um rosto bonito te torna melhor? “. Convergente a essa música, vê-se que os padrões exigidos ficam cada vez mais distantes da realidade, fazendo com que o número de cirurgias estéticas aumente, tornando-se necessária uma intervenção nesse óbice.

Outrossim, é válido observar os danos estéticos causados como potencializadores do óbice apresentado. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plastica Estética, em 2019, o Brasil teve o total de 13,1% de procedimentos feitos no mundo, e no início de 2021 houve um aumento de 50% na procura desses procedimentos. Dessa maneira, vê-se que mesmo com os diversos casos de cirurgias malsucedidas, como foi o caso da influenciadora digital, Sthefane Matos- que realizou uma rinoplastia e não obteve um bom resultado, sendo pressionada a fazer uma outra, que acabou gerando um dano maior - ainda é evidente o interesse em fazê-las. Assim, uma ação de mudança torna-se indispensável.

Portanto, para que ocorra uma diminuição nos casos de cirurgias plásticas na sociedade, é necessária uma mudança. Para tanto, cabe à mídia, visto o seu caráter influenciador no meio social, criar projetos, por meio de rede sociais, para normalizar a aceitação de si mesmo, e mostrar que a beleza não é só estética, com finalidade de sanar o imbróglio descrito.