A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 09/10/2021

No filme americano “Megamente”, o protagonista é julgado por sua aparência constantemente, e desenvolve o sentimento de que não é aceito e não pertence a sociedade por conta dela. No Brasil, a população é incessantemente lembrada dos padrões de beleza e moda em nossa cultura, por meio de vários meios como as redes sociais, a televisão e produto. Por conta disso, algumas pessoas vivem um cenário parecido com o de Megamente, e procuram métodos rápidos como as cirurgias plásticas para se sentirem aceitas pela sociedade. Esse comportamento é causado, principalmente, pela influência das mídias e redes sociais e pela falta de conhecimento da população sobre as operações.

Atualmente, observa-se que as redes sociais e a mídia influenciam bastante o estilo de vida e decisões de diversas pessoas no Brasil. Os influenciadores ou famosos atores se tornaram modelos, ou um objetivo a ser atingido para muitas pessoas. Dessa maneira, quando essas pessoas recomendam ou até mesmo realizam um procedimento estético, muitos de seus seguidores encaram como algo normal e até mesmo fazem o mesmo tipo de cirurgia plástica.

Há também a falta do conhecimento necessário ao redor dos perigos das operações, que muitas vezes podem deixar pessoas hospitalizadas. Isso faz com que muitas pessoas façam os procedimentos sem preocupação alguma, tendo em mente somente o resultado que estão buscando, sem considerar os casos em que as cirurgias deram errado.

Portanto, observa-se que é necessário acabar com a mentalidade de que os padrões de beleza da sociedade devem ser seguidos para se ter uma vida feliz, ou ser aceito pela mesma. Dessa forma, a mídia e as redes sociais devem propagar mensagens de positividade corporal, além de informações sobre os perigos das cirurgias plásticas, a fim de conscientizar a população sobre os fatos que cercam esses métodos estéticos. Dessa forma, a população brasileira irá passar a aceitar mais a si mesma, e não se sentirá isolada ou desconectada da sociedade.