A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 12/10/2021
Os padrões de beleza impostos pela socidade causam vítimas desde o início da humanidade. Um exemplo de tal premissa é o fato de que na Era Vitoriana, o “Paris Green”, pigmento verde composto principalmente por arsênico, causou vítimas fatais, mas não deixou de ser utilizado. Sendo a saúde negligenciada e a estética priorizada. Nesse sentido, observa-se que, a população brasileira banaliza as cirurgias plásticas, também ignorando seus efeitos colaterais, em busca do corpo perfeito. Nesse sentido, dois fatores não devem ser negligenciados: a padrão estético e a ampla divulgação de cirurgias plásticas nos canais de comunicação.
Primordialmente, o padrão estético é motor para a submissão de indivíduos em situações de risco visando um corpo perfeito. Tal fato constrói uma sociedade que cutua o corpo e impõe essa devoção acima de suas necessidades individuais, causando mazelas psíquicas, como os distúrbios de imagem e físicas, vide óbitos decorrentes procedimentos estéticos. Nesse segmento, na obra “Além do Bem e do Mal”, F. Niezsche discorre sobre os padrões sociais que estão enraizados na humanidade, dessa forma, há, atualizações de padrões estéticos, mas a sujeição a eles se reverbera, comportamento intrínceco aos indivíduos. Assim, é necessário uma quebra de paradigmas de beleza, para que as pessoas sintam-se libertas desses esteriótipos e a banalização das cirurgias plásticas seja amenizada.
Ademais, o fato da visualização corriqueira de cirurgias plásticas através de canais de comunicação, instaura na população um desejo de também realizá-las. Tal proposição está em consonância com a obra “O Mundo Como Vontade e Representação”, na qual A. Schopenhauer relata que o campo de visão das pessoas determinam seu entendimento sobre o mundo que a cerca. Desse maneira, se é posto em evidência de modo corriqueiro esse tipo de procedimento estético, as pessoas tendem a crer que só há esse estilo de corpo e sentirá necessidade de inclusão a esse grupo. Desse modo, é necessário ampliar o campo de visão dos indivíduos, visando a redução da demanda de cirurgias plásticas e aceitação corporal.
Destarte, a fim de que os efeitos supracitados sejam mitigados, urge que o Ministério da Saúde exclua os esteriótipos de beleza, através do apoio ao movimento “Body Postive”, que objetiva a aceitação dos corpos reais, enfatizando as implicações à saúde física e mental que os padrões de beleza ocasionam. Por meio de ampla divulgação da ação através redes sociais e TV aberta, exigindo que matérias que incentivem cirurgias plásticas não sejam expostas. Sob tal óptica, obter-se-á uma nação em que as cirurgias plásticas não serão banalizadas e a aceitação corporal existirá.