A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 18/10/2021
Na música “Mrs Potato Head”, da americana Melanie Martinez, é exposta a vida de uma jovem que, para ser bem vista pelos olhos da sociedade, modifica radicalmente sua aparência. De maneira análoga, essa situação se repete vigorosamente, tornando-se banal devido a pressão estética imposta, principalmente às mulheres, pela sociedade, e é cabível destacar que esse acontecimento pode gerar riscos à saúde mental e física das vítimas. Diante disso, é necessário discutir sobre a banalização de cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, e meios de mitigá-la.
Sob um primeiro viés, citando o intelectual Thomas Hobbes, “O homem é o lobo do homem”, se pode inferir que o ser humano lida com situações degradantes porque ele mesmo as causa, prejudicando a si mesmo. Em consonância, a sociedade do século XXI, imersa em ideais de aparências inalcançáveis, pressiona principalmente o público feminino, a executar procedimentos estéticos, a fim de modificar seus rostos e corpos. Visto que esse triste acontecimento que nega a existência da beleza natural dos indivíduos vem acontecendo em larga escala nos últimos tempos, se conclui que é o próprio ser humano, influenciado por uma indústria imersa na cultura de distúrbios de imagem e auto estima, que causa a normalização desse mal.
Ademais, no filme norte-americano “O mínimo para viver”, a jovem Ellen lida com distúrbios alimentares, mais especificamente anorexia, e essa adversidade é causada por influência da mídia, que incentiva os espectadores a modificarem seus corpos por meio de operações, tanto na ficção quanto fora dessa mesma. Portanto, é possível concluir que, o incentivo a intervenções plásticas que tem como objetivo a imagem perfeita, é causador de desequilíbrios como bulimia, anorexia, e até mesmo depressão e ansiedade, sendo nesse caso, todos gerados por insatisfações com suas formas naturais. Logo, é notável que a falta de autoaceitação, causada pela mídia e pela banalização de cirurgias plásticas gera problemáticas sérias, que devem ser erradicadas.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, é nítido que são necessárias medidas para atenuar a trivialização de operações plásticas. Logo, cabe aos pais e tutores, usando como apoio a mídia, meio de amplo alcance, conscientizarem seus filhos e menores a respeito da beleza natural dos corpos, destacando que características taxadas como imperfeições são normais, para formar uma geração em paz com sua imagem. Além disso, cabe aos próprios indivíduos com distúrbios mentais e alimentares, buscarem efetuar uma dieta equilibrada e atividades físicas, com o auxílio de nutricionistas e instrutores, a fim de obter o entendimento que o corpo humano pode ser mudado de maneira natural, tendo então um corpo social independente de intervenções radicais.