A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 16/10/2021
A virtude aristotélica é um conceito filosófico definido pelo justo meio entre o excesso e a falta, e foi amplamente aplicado nas esculturas gregas, garantindo a elas um padrão estético considerado perfeito por ter medidas exatas. Hodiernamente, tal conceito de equilibrio grego ainda é visado por muitos, os quais enxergam nas plásticas um meio de sanar os excessos ou faltas de seus corpos. Todavia, essa banalizacão das cirurgias trás consequências maléficas para o paciente e para toda a sociedade e por isso precisa ser minimizada.
De início, as consequências individuais do abuso de plásticas é físico e psicológico. Um exemplo é o da Sther Matos, a influencer passou por diversas rinoplastias estéticas e teve parte do nariz necrosado, fato que além do dano físico quase irreparável causou-lhe muitos ataques virtuais, levando-a à depressão. Dessa forma, a banalizção desses procedimentos é prejudical, já que abala não apenas a saúde física dos pacientes, como também leva muitos à danos psicológicos gravíssimos.
Posteriormente, a divulgação das cirurgias estimula a adesão delas. O Brasil é o país latino com maior índice de plásticas em adolescentes, isso se dá devido a banalização de tais procedimentos, visto que é comum blogueiras os incentivarem, como ocorre com a “lipo led”, que é divulgada como caminho para o corpo perfeito, mesmo se tratando de um método novo e de alto risco. Assim, milhares de jovens são diariamente coagidos a acreditar que seus corpos são insuficiente sem cirurgias e acabam realizando elas sem pensar nos riscos.
Em suma, urge que o Estado garanta amparo psicológico, por meio da ampliação de verbas para o SUS, o qual fornece acolhimento psicológico gratuito e de qualidade, a fim de reduzir os danos causados pela padronização estética. Outrossim, deve criminalizar a divulgação de cirurgias como algo banal, atravéz do desenvolvimento de uma lei nacional pela câmara de deputados, visando evitar que jovens sejam influnciados à colocar seus corpos em risco e romper, assim, o ideal de equilíbrio grego.