A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 22/10/2021

A Primeira Guerra Mundial aconteceu entre os anos de 1914 à 1918, deixando milhares de multilados que precisaram recorrer a processos estéticos para melhorar suas qualidades de vida, a partir desse momento da história, a cirurgia plástica passou a virar uma constante no cotidiano das pessoas. Não distante do contexto atual, vários indivíduos realizam cirurgias plásticas para aperfeiçoar a aparência, porém a divulgação nas redes sociais desses procedimentos sem uma visão mais crítica e a grande pressão estética existente na sociedade colaboram com a banalização do assunto.

No início, a divulgação de cirurgias plásticas nas mídias ajuda para a naturalização da problemática. Nessa perspectiva, em caso recente a influenciadora Thaynara revelou que realizou um procedimento estético que quase tirou sua vida, pois foi motivada por outras criadoras de conteúdo na plataforma Instagram. Em paralelo com a realidade de muitos usuários de redes sociais, o relato da influenciadora é muito fiel aos efeitos da banalização das cirurgia plásticas nas mídias, que em vários casos acabam gerando sequelas eternas em pacientes que não precisavam da cirurgia, e fizeram somente por conta da influência das redes sociais. Desse modo, é preciso que ocorrar um debate maior sobre cirurgias e seus efeitos por parte dos criadores de conteúdo, a fim de solucionar o problema.

Ademais, a pressão estética presente na sociedade favorece a necessidade do aumeto das cirurgias plásticas. Nessa óptica, a música “Mrs. Potato Head” da cantora Melanie Martinez, aborda sobre como o padrão de beleza é empurrado como meta a ser alcançada desde que o indivíduo é criança. Em consonância com o mundo real, a composição evidencia o peso que o molde social acerca da aparência tem na sociedade contemporânea, na qual valoriza extremamente a busca do corpo perfeito a fim de conquistar a felicidade, é claro que essa pressão tem efeitos desastrosos na vida das pessoas, que desenvolvem distúrbios em relação a sua aparência física e se vêem na necessidade de recorrer processos cirúrgicos para “concertar” o seu corpo, colocando em risco até mesmo sua vida para atingir um padrão irrealista. Portanto, é necessário que o governo diminuia essa pressão estética para preservar a saúde mental e física dos indivíduos.

Nesse sentido, é preciso acabar com o padrão de beleza e a divulgação sem responsabilidade das cirurgias plásticas nas mídias para acabar com a problemática. Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelo setor no país, incentivar o debate consciente sobre procedimentos cirúrgicos, através de propagandas nos âmbitos públicos, judiciários e escolares, com finalidade de resolver a banalização recorrente do assunto.