A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 30/10/2021

Pressão estética, banalização.Infelizmente essas são as razões que aumentaram consideravelmente o número de cirurgias plásticas no Brasil. A necessidade de ser mais parecido com o filtro de instagram ou de fazer um procedimento da moda como a lipoaspiração,por exemplo,muitas vezes com profissionais sem a qualificação exigida,tem chamado a atenção das autoridades de saúde do país. Dessa forma, cabe analisarmos as causas e propor medidas que amenizem essa problemática.

Em primeira análise,de acordo com doutora em antropologia do consumo Hilaine Yaccoub as pessoas perseguem a sua própria imagem do perfil do instagram como se fossem uma versão melhorada de si mesmo, logo não se pode mais ter um rosto diferente do que se vê no filtro da rede social.Por  conseguinte,para se ter um rosto perfeito recorrem a intervenções cirúrgicas o que contruibui de forma considerável para a posição do Brasil como o país com o maior número de cirurgias plásticas do mundo segundo a Sociedade Internacional de Cirurgias Plásticas.Assim,infelizmente tais procedimentos podem ser invasivos e devem ser escolhidos  com cautela.

Em segunda análise, a busca por preço e não por qualidade também contribui para a banalização das cirurgias plásticas. Dados do Conselho Regional de Medicina de São Paulo afirmam que 97% dos processos protocolados em relação a lipoaspiração não foram contra cirurgiões plásticos, e sim contra profissionais não qualificados que estão divulgando seus serviços a um preço abaixo do valor de mercado o que lamentavelmente tem atraido a população. Enfim, casos como o da massoterapeuta Paty bumbum que injetava  silicone industrial, substância perigosa que jamais deve ser colocada dentro de um corpo humano, nas nadégas de suas clientes  e que levou a morte de uma modelo tem se tornado comum no país. Portanto,o acesso a informação correta e o combate aos profissionais sem a qualificação devida é necessária e urgente.

Em síntese, o Ministério da Saúde juntamente com o Instagram devem trabalhar para melhoria desse cenário. Primeiro eles devem criar uma campanha na rede social que valorize corpos e rostos reais chamada beleza sem filtro, para isso influenciadores digitais dos mais diversos nichos que acreditem nessa proposta irão utilizar seus perfis como meio de  propagação dessa ideia, mediante a postagem  de stories sem filtros embelezadores, e fotos e vídeos sem edições que modifiquem seus corpos. Como consequência, a diversidade corporal proposta e vista nos fedds poderá sim revolucionar o pensamento das pessoas sobre aceitar seu corpo sem que haja a necessidade de intervenções cirúrgicas muitas vezes invasivas.Por fim,a divulgação de informações de como escolher um profissional de qualidade através das redes sociais também será um passo importante para vencermos essa problemática.