A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 20/10/2021
Contemporaneamente, debate-se muito sobre a banalização das cirurgias plásticas, um tópico extremamente importante na atual sociedade, mas que exige um olhar criterioso sobre seu passado. Com isso, ao retroceder ao longo da história do mundo, observa-se um padrão de comportamento que exigia das mulheres corpos impecáveis, que recorriam a diversos meios de mudanças para atingir tal apresentação. Considerando, então, esta situação, nota-se como o sexismo histórico, juntamente com as atuais tecnologias, desenvolveram um novo problema social na população feminina.
Partindo desse contexto, deve-se manter ao fato de que, muitas mulheres ainda buscam procedimentos estéticos baseados na avaliação de outros corpos que são julgados como perfeitos e ideiais, contribuindo para a continuação da hierarquização de genêro, assim como diz o filósofo Bourdieu. Desta maneira, ocorre, como consequência direta, uma banalização das cirurgias plásticas, uma vez que o público feminino está sempre buscando aceitação em uma sociedade que favorece aqueles que se encaixam em padrões pré-determinados. Por isto, é necessário manter uma visão preocupada com a venda do mercado estético como resposta imediata à problemas que se instalam desde a era medieval e sua caça à bruxas.
No entanto, não trata-se apenas de um problema social, mas também de um crescente cenário tecnológico que favorece a não inversão dos papéis sociais de poder acerca do corpo feminino. Partindo disso, têm-se como ponto de referência a quarta Revolução Industrial, que consagrou as redes sociais, facilitando, assim, o surgimento de uma indústria cultural poderosa. Sendo este último, uma maneira de acentuar os padrões de beleza, ao modo que oferece um imaginário de facilidade e sucesso para aquelas que se sujeitarem aos procedimentos recomendados. Ao fazer isso, ocorre uma distorção enorme do significado de se submeter à uma cirurgia sem real necessidade.
Portanto, faz-se mister salientar a importância de debate sobre as reais intenções de se realizar uma cirugia plástica. Por isto, é papel do Ministério da Saúde estabelecer campanhas de conscientização, através da televisão e das redes sociais, para que muitas mulheres sejam informadas sobre o real mundo dos procedimentos estéticos e suas consequências, de modo a gerar um melhor entendimento da situação. Além disso, é importante que o Ministério da Educação, estabeleça um novo currículo escolar que trate sobre o machismo histórico, para que o ciclo de opressão seja quebrado logo nos primeiros anos de aprendizado e este problema seja gradualmente diminuído e discutindo nas diversas áreas sociais. Ao somar esforços, o Brasil caminhará para um futuro melhor.