A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 22/10/2021
É notório que a banalização das cirurgias plásticas é um tema que levanta vários pontos a serem debatidos. A influência dos procedimentos estéticos no padrão de beleza divulgado pela mídia, da subnotificação de problemas relacionados a procedimentos estéticos são dois dos principais problemas.
De primeira análise, deve-se argumentar que a influência das plásticas na mente das pessoas é algo muito prejudicial. Tem-se como exemplo o caso da família Kardashiam, que possui um grande poder na mídia e influenciam pessoas de todo o mundo. As mulheres dessa família criaram o movimento estético dos “hip dips”, região do quadril que só pode se encaixar no padrão por meio de cirurgias. Esse poder de influência acaba por agravar ou contribuir com o surgimento de casos de dismorfia corporal, prejudicando a saúde mental das pessoas influenciadas.
Ademais, vale ressaltar que a subnotificação dos problemas relacionados a cirurgias plásticas se enquadra na teoria blasé de Simmel. Segundo o filósofo alemão, quanto mais frequente é um problema social, menos atenção lhe é dado. A falta da difusão dos machos causados por esses procedimentos estéticos é um fator que contribui com a banalização dos mesmos, fazendo com que as pessoas não considerem que existem riscos na saúde, como exemplo a doença do silicone, que atinge uma porcentagem da parcela da população que se submete ao implante de próteses, e que muitas vezes faz sem sabre dos riscos que o processo possui para a saúde.
Portanto, se faz necessário que o Ministério da Saúde realize campanhas de conscientização, por meio de palestras em escolas com profissionais da saúde, a fim de combater a banalização das cirurgias plásticas, que consiste em tornar triviais os processos cirúrgicos, mitigando assim os efeitos da mídia sobre a população e difundido informação a respeito dos problemas que acompanham os procedimentos estéticos. Criando assim, uma sociedade melhor para todos.