A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 01/11/2021
Na série “Dinastia”, da stream Netflix, a matriarca da família some por um período e retorna irreconhecível devido às inúmeras plásticas que fez para mudar seu corpo e rosto. Fora da ficção, a narrativa revela uma realidade do século XXI: a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Por isso, cabe debater sobre as possíveis causas e consequências dessa trivialização dos procedimentos estéticos.
Em primeira análise, convém relacionar as mídias digitais como precursoras da banalização de procedimentos estéticos. Embora o culto ao corpo perfeito seja feito desde a era clássica, na arte principalmente, com esculturas e pinturas, o surgimento das redes sociais globalizou esse ideal e passou a atingir toda a massa. Pode-se notar diariamente as diversas publicidades que os influenciadores digitais realizam para clínicas estéticas, a fim de incentivar os consumidores a se submeterem a procedimentos para entrarem no padrão do corpo idealizado. Assim, é concretizado uma massificação estética que fortalece essa indústria cultural amplificada pelas mídias.
Ademais, convém citar as consequências físicas que podem ocorrer devido às plásticas. A dançarina Andressa Urach. por exemplo, ficou nacionalmente reconhecida após ter seus membros necrosados devido a inserção de hidrogel nas coxas e glúteos, tal procedimento é irresponsável e de risco, embora seja constatemente realizado de forma ilegal no Brasil, sobretudo, pelo baixo preço se comparado às clínicas credenciadas. Ou seja, os procedimentos estéticos tornaram-se banais, fazendo os indivíduos sujeitarem-se a situações como de Andressa sem pensarem nas consequências.
Portanto, infere-se que a banalização de cirurgias plásticas é uma realidade na sociedade contemporânea e deve ser atenuada. Para isso, urge que a OMS (Organização Mundial da Saúde) realize campanhas em todos os países sobre os perigos dos procedimentos estéticos, por meio de propagandas televisivas sobre a falsa idealização do corpo perfeito, a fim de desconstruir esses pensamentos, colaborando para uma aceitação maior das pessoas consigo mesmas. Assim, haveria uma melhora com relação aos procedimentos estéticos e prejuízos desses para a sociedade.