A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 04/11/2021
Em 2009, a série musical “Glee’’ retratou a busca de cirurgias plásticas pela a adolescente Rachel Berry e a mobilização dos seus amigos para impedir a mobilização dos seus amigos para impedir o ato. Paralelamente, na realidade brasileira, as cirturgias estéticas são cada vez mais frequentes e preocupantes devido aos riscos de morte. Diante disso, é necessário analisar formas de atenuar esses perigos causados tanto pela pressão social, como também à busca por aceitação.
Primordialmente, é importante pontuar que o tecido social exerce sobre o indivíduo uma pressão para que ele se adeque aos valores vigentes, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim. Indubitavelmente, isso é perceptível nos modelos de beleza atual, o que causa o aumento e banalização das cirurgias plásticas como, por exemplo, lipoaspiração. Por conseguinte, ainda de acordo com Durkheim, quem não consegue se encaixar no postulado, é excluído e ridicularizado.
Outrossim, a busca pessoal por aceitação em certos grupos faz com que mulheres, na maioria das vezes, busquem procedimentos perigosos e inconsequentes, como observado na série “Black Mirror” pela personagem Bryce Dallas. Indiscutivelmente, é criada uma ditadura que acontece em idades cada vez mais precoce e com maiores ameaças. Assim, ver a precisão de descutir sobre o tema e seus riscos, da mesma forma que é feito na série Glee.
É imprescindível, portanto, a mobilização dos órgãos competentes. Por isso, o Ministério da Saúde, como maior responsável pelo bem estar dos brasileiros, deve, por meios midiáticos como jornais, televisão e panfletos, alertar sobre todos os riscos possíveis em procedimentos como esses, a fim de instruir os interessados e deixar ciente das consequências. Ademais, a mídia, como principal influenciadora na busca de padrões de beleza pode, em seus programas de horário nobre, incluir todos os tipos corporais e diferenças físicas, com o intuito de quebrar o padrão existente e diminuir a necessidade de aceitação por ele. Com isso, será possível, de maneira responsável, incluir todos os biotipos e não ser existente a obsessão como a da personagem Bryce Dallas.