A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 10/11/2021

O filme “Linda de morrer” introduz uma temática acerca das diversas vertentes que impulsionam o indivíduo a cometer processos cirúrgicos que visam a modificação corpórea. Assim como na obra, observa-se na hodierna conjuntura brasileira, devido a diversos fatores perpetuados na história humana, a banalização de diversos métodos utilizados na contemporaneidade, principalmente no que diz respeito as cirurgias plásticas. Desse modo, em função das influências midiáticas e da incompreensão populacional essas consequências se acentuam mundialmente.

Nesse contexto, é pertinente salientar, primeiramente, que a perpetuação dos padrões de beleza acentua tal problemática. Nessa perspectiva, a cantora Beyonce expõe na música “Pretty hurts” que a sociedade atual tem como molde apenas a posse de uma estatura considerada perfeita e que tudo é válido para alcança-la. Desse modo, entende-se que tal teoria se aplica na modernidade, visto que é indiscutível que o desejo de realizar procedimentos estéticos ocorre por conta da disseminação da ideia de físico ideal, fato visível quando analisado as redes sociais e os conteúdos nela publicados, em que diversos influenciadores digitais apresentam-se com impecáveis, bem como divulgam formas cirúrgicas para se igualarem a esse protótipo, o que gera no público uma vontade de aderir as mesmas. Logo, fica claro que as ideias supérfluas e errôneas publicadas levam a massificação das plásticas.

Paralelo a isso, é relevante abordar que o desconhecimento e a ignorância social são razões para esse desafio. De acordo com os dados divulgados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, mais de onze milhões de indivíduos utilizaram de métodos para modificar a fisionomia no ano de 2019. Diante disso, é de saber social que a insatisfação, bem como a distorção corporal são fatores que acarretam na busca de processos cirúrgicos para alcançar a aceitação, porém é imprescindível ressaltar que tais meios estão expostos a riscos e necessidade de confiança no profissional que realizará, além disso, a recuperação é um seguimento delicado que pode gerar transtornos na saúde do paciente. Em síntese, é notório que a falta de pesquisas torna generalizado algo arriscado.

Depreende-se, portanto, em vista dos desafios supramencionados a demanda por melhorias. Logo, a fim de sanar a banalização cirúrgica, urge ao Estado juntamente com o Ministério da Saúde voltar interesses para tais procedimentos, por meio de campanhas que instruam a sociedade sobre. Isso pode ocorrer, por exemplo, com investimento monetário em propagandas, que divulguem dados sobre os problemas das plásticas e que apresentem a representatividade de todos os tipos de corpos, além disso, é vital o incremento de campanhas que visem a auto aceitação e demonstrem a importância da saúde. Desse modo, a cirurgia plástica será realizada quando necessária.