A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 11/11/2021

“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.”, ao refletir nesses dizeres de Jiddu Krishnamurti, filósofo indiano, é possível perceber uma contextualização com a atual questão da banalização das cirurgias plásticas no Brasil, visto que devido a falta de preparo psicológico da sociedade em relação aos irreais padrões de beleza divulgado pelas mídias , assim como a obscuridade das fatalidades desses procedimentos favorecem que haja uma falsa busca de “saúde” por meio de cirurgias plásticas pela sociedade. Ademais, é preciso salientar que essas cirurgias possuem sérios riscos aos pacientes. Portanto, é substancial a mudança desse quadro.

Em primeiro plano, evidencia-se, a atual falta de controle emocional da população para lidar com a questão da beleza estética promovida pelas mídias, pois cada vez mais, os brasileiros buscam corpos similares aos que são mostrado em fotos e outros meios midiáticos, contudo, o que é divulgado, muitas vezes, na realidade é um conjunto de imagens modificadas por aplicativos, não são propriamente reais, logo, a população busca meios artificiais para atingir esses fins. Além disso, é preciso salientar que a atual obscuridade na divulgação de casos de óbitos decorrentes de cirurgias plásticas favorecem a sua banalização, conforme às análises do Ministério de Saúde, cerca de 64% dos documentos divulgados dessas fatalidades, as informações são imprecisas. Dessa forma, medidas que busquem solucionar esses causadores da banalização são necessárias.

Outrossim, é imperativo pontuar a gravidade que é a atual banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, já que esse tipo de cirurgia, possui inúmeras possíveis consequências aos pacientes, para demonstrar essa gravidade, torna-se pertinente citar a fala de Alexander Nassif, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), “Um preenchimento labial, por exemplo, pode entupir artérias que têm ligação direta com os olhos e o cérebro. O resultado é a cegueira e danos cerebrais irreversíveis”. Logo, nota-se a abrangência das complicações relativas às cirurgias plásticas e a necessidade de sua desbanalização.

Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, através de ações que objetivem–se em desbanalizar as cirurgias plásticas, por meio da organização de palestras, pelo Ministério de Saúde, sobre os atuais padrões estéticos, ressaltando que muitos deles são irreais ou não naturais, ademais, explicitando que acirurgias plásticas oferecem graves riscos à saúde, visto que essas atitudes são as mais eficientes para alterar a atual mentalidade da população sobre essas questões. Além disso, é necessária a criação de leis mais rígidas quanto a divulgação de relátorios imprecisos de fatalidades quanto a esse tipo de cirugia. Assim, cirurgias arriscadas e desnecessárias gradativamente diminuirão.