A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 13/11/2021

As cirurgias plásticas se encontram cada vez mais comuns, visto que se vive numa sociedade na qual as aparências são hipervalorizadas, e na qual a intensa exposição nas mídias sociais intensificou essa condição. O problema em torno dessas cirurgias, é que por falta de informação, e por falta de qualificação de diversos profissionais do setor, elas se tornam potencialmente perigosas a saúde, podendo, até mesmo, levar ao óbito.

O fenômeno das cirurgias plásticas é global, cada país com diferentes preferências, que obviamente estão ligadas ao padrão de beleza local. No Brasil por exemplo, os implantes de silicone nos seios e glúteos são muito comuns para as mulheres, enquanto na Coreia do Sul, país que enaltece corpos mais magros, as mulheres preferem as cirurgias de redução, fora o tão clamado queixo “V”, no Brasil chamado de queixo fino ou pontiagudo. Com isso percebe-se que os procedimentos citados, não se referem exatamente as vontades individuais, mas como escrito por Durkheim, refere-se à coerção social, na qual as pessoas moldam as suas atitudes por meio da pressão dos padrões da sociedade.

Os procedimentos estéticos de mudança corporal, além de apresentarem o risco físico, também podem apresentar o risco psicológico, já que como bem se sabe, não são procedimentos simples, porém por conta de condições financeiras limitadas, algumas pessoas recorrem a profissionais não qualificados, e desta forma exponencializam os perigos, que em caso de falha apenas estética, quase que inevitavelmente, irá viabilizar a presença do segundo risco escrito, já que os danos são bem prováveis na mente de um indivíduo que se frustrou na tentativa de alcançar a beleza idealizada.

Com o que foi exposto, fica evidente a urgência da intervenção Estatal, é dever total do Estado garantir a saúde de sua população, sabendo que saúde se trata de integridade física e psicológica, o tema é totalmente coerente a esse direito fundamental. As principais formas de minimizar o excesso cirúrgico harmonioso, são os investimentos educacionais, principalmente com o intuito de combater a glamourização da beleza em detrimento da saúde, tal como com a regulamentação e fiscalização dos atuantes do setor, assim evitando os possíveis danos irreversíveis e preservando o vigor de todos.