A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 15/11/2021

As cirurgias plásticas se encontram cada vez mais comuns, visto que se vive numa sociedade onde as aparências são hipervalorizadas, e na qual a intensa exposição nas mídiais sociais massificou essa condição. O grande problema em torno das cirurgias, é que por falta de informação, por falta da qualificação de diversos profissionais do setor e por conta da banalização, promovida pelo valor da imagem, elas se tornam potencilamente perigosas, podendo, até mesmo, levar ao óbito.

O fenômeno descrito é global, sendo que cada país tem suas diferentes preferências, que obviamente estão ligadas ao padrão de beleza local. No Brasil, por exemplo, os implantes de silicone nos seios e glúteos são mais comuns para as mulheres, enquanto na Coreia do Sul, país que enaltece corpos mais magros, o mesmo grupo opta preferencialmente por cirurgias de redução. Com isso percebe-se que os procedimentos citados, não se referem exatamente às vontades individuais, mas como escrito por Durkheim, referem-se à coerção social, na qual a sociedade, a partir dos seus padrões, pressiona as pessoas a moldarem as suas atitudes.

Tais procedimentos estéticos de mudança corporal, além de apresentarem o risco físico, já que como é notório, são bem complexos, também podem apresentar o risco psicológico. Porém, por conta de condições financeiras limitadas, algumas pessoas ainda assim recorrem a profissionais não qualificados, e desta forma exponencializam os perigos, que em caso de falha na parte estética, promove altíssimas chances do desenvolvimento de um quadro negativo na saúde mental, logicamente pela frustação causada em um indíviduo que idealizava determinada beleza. Um caso que pode ser encaixado no panorama anterior, é o famoso caso do Ken Humano, que buscava ser semelhante ao personagem par da Barbie e, que pelo excesso de cirurgias, acabou tendo a sua saúde de seu corpo comprometida, e como consequência, acabou em uma complicada situação mental.

Para evitar a ocorrência de casos como o do Ken Humano, o Estado, por via do Ministério da Saúde deve intervir e promover medidas de proteção à integridade dos seus cidadãos. Valendo assim, por em prática medidas educativas que promovam palestras, essas que podem ser protagonizadas por médicos e sociologos, que abordem o tema a partir da ótica biológica e social respectivamente. Também é importante o aumento da rigidez na fiscalização dos profissionais e clínicas da área referida, com o objetivo de impedir a atuação dos que não estão verdadeiramente qualificados. Desta maneira, o governo estará mais próximo de garantir aos seus cidadãos o fundamental direito constitucional à saúde.