A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 16/11/2021
As cirurgias plásticas se encontram cada vez mais comuns, visto que se vive em uma sociedade na qual as aparências são hipervalorizadas, algo que foi massificado a partir da intensa exposição nas mídias sociais. O grande problema em torno disso é que por falta de informação, de qualificação de diversos profissionais do setor e por conta da banalização, promovida pelo valor dado à imagem, as ciurgias, que podem até mesmo levar ao óbito, se tornam um perigo de maior abrangência.
O fenômeno descrito é global, mas há de se considerar as diferenças nacionais, visto que os procedimentos em preferência são ditados pelo padrão de beleza local. No Brasil, por exemplo, os implantes de silicone nos seios e glúteos são mais comuns para as mulheres, enquanto na Coreia do Sul, país que enaltece corpos mais magros, o mesmo grupo opta preferencialmente por cirurgias de redução. Com isso, percebe-se que os procedimentos citados, não se referem exatamente às vontades individuais, mas como escrito por Durkheim, referem-se à coerção social, na qual a sociedade, a partir dos seus padrões, pressiona as pessoas a moldarem as suas atitudes.
Nesse caso, a influência coletiva abordada é um grande ponto negativo, já que, como é notório, guia as pessoas a procedimentos estéticos complexos, que podem afetar o corpo fisicamente, e igualmente no setor mental. Porém, por conta de condições financeiras limitadas, alguns ainda recorrem a profissionais não qualificados e desta forma exponencializam os perigos, que em caso de falha na parte estética, pode afetar o já mencionado quesito psicológico, logicamente pela frustação causada em um indíviduo que idealizava determinada beleza. Com encaixe neste panorama, pode-se citar o famoso caso do Ken Humano, que buscava ser semelhante ao personagem par da Barbie e, que pelo excesso de cirurgias, teve a saúde do corpo prejudicada e, como consequência, o mesmo ocorreu em seu mental.
Contudo, para evitar a repetição de casos como o do Ken Humano, o Estado, por meio do Ministério da Saúde, deve intervir e promover medidas de proteção à integridade dos seus cidadãos. Entre tais medidas, é válido por em prática palestras como medidas educativas, essas que podem ser protagonizadas por sociólogos e médicos, que abordem o tema a partir da ótica social e biológica respectivamente. Também é importante investir no aumento da rigidez da fiscalização dos profissionais e clínicas da área, com o propósito de impedir a atuação dos que não estão devidamente qualificados. Desta forma, o governo possibilitará a prevenção da população no que tange as cirurgias plásticas e, por consequência, estará cumprindo parcialmente com a sua obrigação de garantir o direito constitucional à saúde.