A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 17/11/2021

Apesar das cirurgias plásticas trazerem riscos à saúde do paciente, existem também modificações estéticas ocorrendo constantemente nas redes sociais. Segundo o documentário da Netflix, “O dilema das redes”, as plataformas como Facebook e Instagram usam da necessidade de gratificação instantânea dos usuários para os manter conectados. Entretanto, em muitos casos, a gratificação citada tem origem de mudanças feitas nas fotos publicadas, por meio de filtros e efeitos, à aparência do usuário. Tal comportamento ilustra e pode assim ser usado para explicar a origem da popularicação das cirurgias plásticas.

Softwares de manipulação gráfica como GIMP e Photoshop foram criados com o objetivo de servir como ferramenta à porção artística da fotografia. Contudo, são popularmente usados para a realização de “plásticas digitais”. Isso se dá pela baixa autoestima de seus usuários, juntamente com a constante presença do padrão de beleza apresentado por celebridades e influenciadores nos aplicativos.

Além da presença nos aplicativos, o padrão de beleza já existe e afeta a população desde o início da televisão. Dessa forma, cirurgias como implante de silicone, inspirados por atrizes de Hollywood, já são comuns em meio às mulheres brasileiras. Essas cirugias, portanto, são sempre acompanhadas de uma combinação de baixa autoestima com uma ilusão estética criada pela mídia.

Em vista disso, a popularização das cirurgias plásticas, apesar de ser um problema, possui demais problemas em sua origem, necessitando assim de atenção prioritária. Uma possível ação, assim, que eleve a saúde mental dos cidadãos é necessária. Dessa forma, o ministério da saúde, junto com as plataformas de redes sociais, pode realizar campanhas onlineonline de saúde e estética, reforçando a quebra de padrões de beleza e a aceitação da aparência, dentro dos padrões de saúde, da população brasileira.