A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 19/11/2021

Na obra pré-modernista, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que se superando alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, a banalização das cirurgias pláticas oferecem riscos a quem deseja realizá-las. Percebe-se que esse obstáculo não foi superado, já que a influência da mídia e a falta de informação potencializam essa entrave.

Nessa pespectiva, denuncia-se a influência midiática como um dos principais causadores do imbrógilo. Isso decorre, principalmente, da normalização do mal vindo da mídia. Por exemplo, em uma entrevista a cantora Anitta relata sobre os procedimentos estéticos e relata que é toda “falsificada”, os leigos na área acharam normal a realização da plástica, pois não têm noção do riscos, já que é relativizado. Seguindo esse pensamento, Hannah Arendth, a filósofa, criou o termo “banalidade do mal” que se relaciona com a romantização das cirurgias estéticas. Dessa forma, enquanto o mal continuar sendo normalizado, mais pessoas correram perigo.

Outrossim, observa-se que a falta de informação possui estreita relação com o tema. Nesse viés, a parcela social que se arrisca a fazer os procedimentos não contém qualquer informação do risco que está passando. Por exemplo, a modelo Andressa Urach realizou uma cirurgia estética e quase veio a óbito, após o ocorrido o assunto deixou de ser banalizado e teve uma repercursão ao fato de ter médicos alertando sobre os probelmas que podem ocorrer. Nesse sentido, os brasileiros são alertados sobre a consequência de um procedimento depois do erro ter ocorrido na cirurgia, como foi o caso da modelo.Desse jeito, prova que os perigos na realização de cirurgias são graves e enquanto ocorrer a banalização da problemática, o caso da Andressa vai ser um entre muitos que aconteceram por falta de informações.

Por fim, pode-se inferir a banalização das cirurgias pláticas é um tema que carece de soluções. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve oferecer informações médicas das possibilidades de riscos na mesa de cirurgia, deixando ciente que a mídia não deve banalizar esse assunto, isso deve ocorrer através de propagandas ou pálestras, a fim de diminuir a normalização das cirurgias e oferecer suporte de informações para o indivíduo para realizar a cirurgia. Desse modo, a nação brasileira estará atenta a todos os protocolos de alertas oferecido, assim diminuindo a relativização desse assunto e, notoriamente, irá superar os desafios e o Brasil se tornará uma nação desenvolvida, diante a ideia de Quaresma.