A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 20/11/2021

No documentário “Operação Auto-estima” disponível na plataforma de streaming Netflix,  são retratadas historias de diversos participantes acerca deste tema. Fora das telas isto também faz parte da vida de milhares de pessoas ao redor do mundo, que procuram cada vez mais as clínicas estéticas para realizarem procedimentos em busca de satisfazerem os padrões de nossa sociedade.

Primordialmente, tais problemas são provocados por influência exercida pela mídia, através de propagandas, revistas, filmes e em especial redes sociais. Onde são cada vez mais expostos padrões estéticos inalcançavéis, por meio de blogueiras que promovem divulgação de cirurgias plásticas e diversos procedimentos de maneira irresponsável, sem abordar os riscos e alertar sobre a possibilidade de complicações do pós-operatório, sendo fatores contribuintes nesta problemática.

Além disso é essencial ressaltar que indústria da “corpolatria” vem estimulando o uso de produtos e serviços destinados a finalidade de tornar-se belo e atraente. O fenômeno de culto ao corpo na contemporaneidade emerge no Brasil a partir da década de 1920, sendo crucial na formulação de um ideal físico e na criação de uma pressão estética no corpo social.

Em virtude dos fatos mencionados medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim sendo com o intuito de atenuar a incidência de intervênções estéticas invasivas. Necessita-se a mídia adote condutas diferentes e mais conscientes, apresentando corpos reais em revistas, propagandas, nos sistemas televisivos por meio de figuras públicas, não só…mas também no meio digital por influencers que sejam mais representativas e que mostrem a realidade, manifestações populacionais que dêem mais visibilidade a esta questão. A fim de que se reduza em médio e longo prazo os efeitos nocivos da banalização de cirurgias plásticas para o pleno funcionamento da sociedade.