A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 27/11/2021

Na Antiguidade Clássica, eram valorizados a simetria dos rostos e corpos, ou seja, desde muito tempo já existiam padrões estéticos. Hodiernamente, ter um corpo magro e volumoso com aspecto saudável tornou-se o padrão de beleza na sociedade, o que induziu pessoas a adequarem-se a tal modelo, por isso recorrem às cirurgias e, consequentemente, banalizam a realização de procedimentos estéticos. Destarte, o padrão de beleza imposto pelo corpo social causa uma busca frequente às cirurgias estéticas, embora haja altos riscos a submeter-se a elas.

Em uma primeira perspectiva, o padrão estético imposto pela sociedade por meio das redes sociais e televisão causa pressão àqueles que não enquadram-se nessa situação. A exemplo disso, a digital inflencer Sther Matos submeteu-se a uma rinoplastia devido àquela sensação desesperada de encaixar-se no padrão de beleza. No entanto, houve uma complicação em relação à cicatrização do local onde ocorreu a intervenção cirúrgica. Dessa maneira, a busca incessante pelo corpo perfeito tanto disseminado nas mídias socias causa uma falta de reflexão acerca de se realmente importa realizar ou não um procedimento estético, haja vista que na maioria das vezes não é necessária.

Além disso, existem altos riscos em cirúrgicas estéticas, o que ocasionam complicações ou até a morte de pacientes. Posto isso, um fato que pode exemplicar tal cenário, é o caso da modelo brasileira Andressa Urach que passou por uma cirurgia, a qual consistia em injetar algumas substâncias em determinadas partes do corpo, no entanto houve uma rejeição do próprio corpo a esses produtos, o que desencadeou complicações que quase a levou à morte. Dessa forma,  o filósofo Arthur Schopenhauer defende que o limite do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Logo, a falta de conhecimento sobre se deve ou não realizar determinada cirurgia, quais são os riscos se será efetuado por necessidade ou estética facilita a busca desenfreada por procedimento como o da modelo Andressa, e que as pacientes estão dispostas a correr qualquer risco em busca da beleza.

Diante do exposto, é mister adotar medidas para combater o entrave em vigor. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve, por meio das redes sociais e televisão, alertar a população acerca dos riscos que uma cirurgia plástica pode causar a uma pessoa. Isso seria feito por meio de pequenos vídeos e pôsters com informações de especialistas e com depoimentos de indivíduos que realizaram e tiveram consequências nada agradáveis.Além disso, a presença de psicólogos em postos de saúde pode ajudar as mulheres a aceitarem-se mais e podendo até evitar que façam procedimentos cirúrgicas em relação à estética. Somente assim, a banalização da cirurgia diminuirá.